Na cerimónia dos Óscares, Brie Larson não aplaudiu Casey Affleck quando este recebeu o prémio de melhor ator. Agora, a atriz disse que a sua decisão "falou por si própria".

Foi Larson quem entregou a Affleck o Óscar de melhor ator, mas permaneceu pouco entusiasmada, contrariamente ao resto da plateia, que o aplaudiu.

Affleck foi acusado de assédio sexual por duas mulheres, em 2010. O caso foi encerrado, mas veio novamente ao de cima, poucos meses antes de ficar conhecido pelo papel em "Manchester by the Sea2, que lhe valeu o prémio de melhor ator.

Larson não esqueceu o historial do ator e, embora lhe tenha entregue o Óscar, não conseguiu esconder o descontentamento.

"Acho que o que quer que tenha feito no palco, falou por si mesmo. Já disse tudo o que tinha a dizer sobre este assunto", disse a atriz, em entrevista à Vanity Fair.

A atriz é uma conhecida defensora de vítimas de abusos ou agressões sexuais. Em 2016, protagonizou o filme "O Quarto de Jack", onde representou uma vítima de abusos sexuais. O filme valeu-lhe o Óscar de melhor atriz.

Em 2010, uma produtora e uma diretora de fotografia que trabalharam com Affleck no filme "Eu Ainda Estou Aqui" fizeram denúncias, onde o acusavam de assédio sexual.

A produtora Amanda White e a diretora de fotografia Magdalena Górka exigiram uma indemnização de mais de 2 milhões de dólares, cada uma.

Amanda afirma que o ator a assediou várias vezes e que chegou mesmo a ser agarrada com força depois de recusar o convite para ir ao seu quarto de hotel. Já Magdalena afirmou que Affleck estava no seu quarto sem autorização e acordou com ele a "acariciar as suas costas".

Casey Affleck negou sempre todas as acusações de que foi alvo.


"Qualquer pessoa tem de ser respeitada, tanto no local de trabalho como noutro sítio qualquer", disse ao Boston Globe, a 28 de fevereiro.