Foi a bordo do Calypso que Jaques Cousteau cruzou oceanos e explorou o mundo, o mesmo lendário navio em que levou a neta a conhecer a Amazónia, quando esta tinha apenas nove anos. 

Céline Cousteau regressou ao "pulmão do planeta", onde, durante 3 anos, contactou com os povos indígenas do Vale do Javari. Uma área da Amazónia do tamanho de Portugal com a maior concentração de índios isolados no mundo. 

A experiência tornou-se agora num documentário, "Tribes on the edge", que mostra como a desflorestação da Amazónia ameaça o clima e a sobrevivência dos povos indígenas.

A realizador, exploradora e ativista, que se considera só mais uma entre os milhões de seguidores do mítico explorador francês, apresentou a longa-metragem em Aveiro, onde explicou que a ideia é abrir o diálogo e criar mudança, nesta e noutras causas.