A empregada que Robert De Niro despediu em meados de agosto, por uso indevido de fundos e por ter visto 55 episódios da série Friends durante o trabalho, exigindo-lhe, por isso, uma compensação de 5,4 milhões de euros, iniciou o contra-ataque nesta quinta-feira.

Chase Robinson, ex-assistente e ex-vice-presidente da produtora de De Niro, quer, também ela, ser indemnizada em 11 milhões de euros, pelo que diz serem "anos de discriminação de género e assédio".

A resposta de Robinson surge quase um mês e meio depois do despedimento, numa ação com 19 páginas, onde são detalhados os alegados abusos cometidos pelo ator, que, segundo a própria, vão desde comentários inapropriados sobre a sua vida sexual a tarefas como apanhar do chão a roupa suja do ator, além de ter de lhe limpar a casa ou coçar as costas.

O advogado de Robert De Niro já reagiu às alegações da ex-empregada, considerando-as "para lá de absurdas".

No documento que deu entrada no tribunal, Chase Robinson diz que foi alvo de "falsas alegações" que tinham como objetivo não só impedir que ela agisse legalmente mas também destruir a sua carreira e reputação.

Robinson, que começou a trabalhar como assistente de De Niro em 2008, acusa o ator de falar com ela num tom "hostil, abusivo e intimidador", que não raras vezes incluia "comentários vulgares, inapropriados e machistas".

"Ele gozava com Robinson sobre a sua receita de Viagra", "De Niro pedia a Robinson para imaginá-lo na casa de banho e dizia-lhe que fazer trabalho manual faria dela 'um homem'", "De Niro sugeria a Robinson que engravidasse do colega de trabalho, que era casado" são algumas das afirmações que constam da ação.

Chase Robinson acusa também o ex-patrão de "contacto físico gratuito", que passava por pedir-lhe para "coçar as costas, abotoar as camisas, ajeitar os colarinhos, apertar os atacadores e afagar-lhe a cabeça quando ele estava na cama".