O cineasta Roman Polanski não vai presidir à cerimónia dos "Cesar Awards" para evitar os protestos de um grupo feminista que ameaçava um boicote devido ao seu envolvimento num caso de pedofilia.

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema, em França, anunciou que o sucessor do galardoado cineasta Claude Lelouch, na presidência da cerimónia conhecida como “Óscares franceses”, seria Polansky, o que não agradou às feministas.

O grupo “Osez le feminisme” chamou a decisão de “vergonhosa”, incentivou as pessoas a protestarem e recolheu, numa petição, mais de 42 mil assinaturas.

Até a ministra francesa dos Direitos da Mulher, Laurence Rossignol, afirmou que “era surpreendente e chocante que um caso de violação conte tão pouco na vida de um homem”.

Polanski demonstra uma indiferença em relação aos atos de que é acusado e banaliza o caso de violação”, referiu a ministra, quanto à possível aceitação do convite.

Mas, segundo a agência AFP, o advogado de Polanki comunicou, esta terça-feira, que o cliente não vai mesmo presidir aos “Cesar Awards”, no dia 24 de fevereiro.

O advogado, Herve Temime, ainda sublinhou que o cineasta de 83 anos se encontra “profundamente triste” e que “a controvérsia afetou a família”.

A fim de não perturbar a cerimónia, que deve centrar-se no cinema, e não na nomeação do presidente, Roman Polanski decidiu não aceitar o convite."

 
Redação / FG