Jussie Smollett entregou-se às autoridades, esta quinta-feira, após ser acusado de apresentar uma denúncia falsa sobre agressão que alegadamente tinha sido alvo no final do mês de janeiro. 

A 29 de janeiro, o ator de Empire afirmou que tinha sido vítima de um ataque racista e homofóbico, em Chicago, por dois homens que lhe gritavam insultos racistas e homofóbicos, despejaram uma substância desconhecida sobre ele e lhe enrolaram uma corda ao pescoço.

Assim que o ataque foi tornado público, dezenas de celebridades, entre as quais  Viola Davis, Janelle Monae e Taraji P. Henson, saíram em defesa do ator e condenaram a situação.

O caso começou a ganhar dúvidas quando o ator se recusou a entregar o seu telefone à polícia. Em entrevista ao programa Good Morning America, Smollett justificou o porquê de se ter recusado a entregar o aparelho.

"Não entreguei o telefone] Porque tenho fotos privadas, números, vídeos... emails privados, canções privadas, notas de voz privadas", afirmou.

No mesmo dia em que o ator dava a entrevista, a 14 de fevereiro, dois irmãos nigerianos foram detidos, e posteriormente libertados, depois de contarem à polícia que foram pagos por Smollett para o atacarem.

Segundo o advogado dos suspeitos, Obabinjo e Abimbola Osundairo chegaram mesmo a trabalhar como figurantes na série Empire e conviviam com o ator.

Perante os novos dados, a polícia garantia não ter provas de que o ataque tinha sido forjado e que não havia detidos no caso, estando as investigações a decorrer.

Três dias depois, as autoridades avançavam, sem darem grandes pormenores, de que a direção da investigação tinha mudado e de que queriam voltar a ouvir a pessoa que tinha apresentado a queixa.

Esta quarta-feira, a polícia viria então a acusar Jussie Smollett de um crime de denúncia falsa sobre agressão. Os advogados do ator negam a acusação e afirmam que "como qualquer outro cidadão, o Sr. Smollett tem direito à presunção de inocência".

O ator entregar-se-ia às autoridades já esta quinta-feira e, se for condenado, pode passar de um a três anos na prisão.

Em conferência de imprensa, a polícia de Chicago revelou que o ator de Empire planeou o ataque, tendo enviado uma carta homofóbica e pago para o atacarem, porque estava "insatisfeito" com o seu salário na série.

"O ator de 'Empire' Jussie Smollett aproveitou a dor e a raiva do racismo para promover sua carreira. Smollett pagou 3.500 dólares (cerca de três mil euros) para encenar esse ataque e, no processo, arrastar a reputação de Chicago pela lama", afirmou o superintendente Eddie Johnson.