Harrison Ford vai poder continuar a pilotar aviões, depois de a Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos (FAA no original) ter decidido não multar nem retirar o brevet ao ator norte-americano que, em fevereiro passado, quase embateu num Boeing 737 durante uma aterragem.

Depois de investigar o que aconteceu, e de ouvir Harrison Ford, a FAA decidiu que não tomaria nenhuma ação administrativa ou punitiva”, anunciou o advogado do ator, Stephen Hofer, em comunicado divulgado na segunda-feira.

A FAA confirmou ter concluído as investigações, mas recusou comentar a decisão, argumentando que não fala sobre casos isolados. Ford terá beneficiado do facto de ter assumido de imediato o erro cometido, que terá sido entendido pela autoridade como um erro compreensível.

A 13 de fevereiro, Harrison Ford, aos comandos do seu Aviat Husky, não só sobrevoou a baixa altitude um Boeing 737 que já estava em marcha, como aterrou na pista rápida para descolagens (taxiway) do aeroporto John Wayne, na Califórnia.

Sou o idiota que aterrou na taxiway”, identificou-se, então, o ator perante o controlo de tráfico aéreo logo após a aterragem, segundo o registo áudio.

No vídeo do momento, cedido pelo aeroporto à agência de notícias Associated Press, pode ver-se o pequeno aparelho amarelo pilotado por Ford a surgir pela direita e a sobrevoar o avião da American Airlines, com 116 pessoas a bordo, que se preparava para descolar pela taxiway.

Ford disse a um controlador aéreo que “se distraiu” com o Boeing 737 e que sentiu uma “grande turbulência” de outro avião.

O advogado do ator recorda que Ford, que coleciona aviões antigos, tem licença para pilotar há mais de 20 anos, tem mais de 5000 horas de voo e nunca foi punido pela FAA.

No entanto, este incidente não foi um ato isolado. Em março de 2015, Harrison Ford, 74 anos, ficou ferido numa aterragem forçada num campo de golfe de Los Angeles.

 
Catarina Machado