O filme "Os 7 de Chicago" triunfou na cerimónia do Sindicato de Atores de Hollywood ao ganhar o prémio mais importante, pelo conjunto do elenco, contra candidatos como "Minari" e "Da 5 Bloods: Irmãos de Armas".

Viola Davis e Chadwick Boseman (este último vencedor póstumo) ganharam as distinções de melhor atriz e ator, respetivamente, pelos papéis principais para "Ma Rainey: A mãe do blues”, numa gala que se realizou este domingo e que antecede a cerimónia dos Óscares.

Nas categorias de atores secundários, Daniel Kaluuya repetiu a vitória dos Globos de Ouro para "Judas e o Messias Negro", enquanto a sul-coreana Youn Yuh-jung ganhou pela prestação em "Minari".

Pela primeira vez na história dos prémios do Sindicato de Atores de Hollywood (SAG), as cinco distinções mais importantes foram atribuídas a artistas afro-americanos e asiáticos.

Os vencedores do ano passado, Renee Zellweger, Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Laura Dern e o elenco de "Parasita" (Coreia do Sul), triunfaram também nos Óscares.

Mas desta vez há uma diferença: "Nomadland", o grande favorito para os Óscares, não competiu na categoria de melhor elenco de um filme, uma vez que muito do filme recai exclusivamente sobre Frances McDormand, que perdeu para Davis na categoria de atriz principal.

Resta saber se "Os 7 de Chicago" e "Ma Rainey: A mãe do blues" podem vencer "Nomadland" nos Óscares, em 25 de abril.

A cerimónia, organizada num formato abreviado, com discursos pré-gravados dos vencedores, também homenageou o trabalho mais notável no pequeno ecrã.

Como nos últimos Globos de Ouro, "The Crown" e "Schitt's Creek" levaram para casa os prémios de melhor elenco de uma série de drama e comédia, respetivamente.

Gillian Anderson ganhou na categoria de melhor atriz principal no papel de Margaret Thatcher em "The Crown", enquanto Catherine O'Hara ("Schitt's Creek") fez o mesmo na comédia.

Nos homens, Jason Bateman venceu pelo drama "Ozark", enquanto Jason Sudeikis triunfou com "Ted Lasso", comédia da Apple TV+.

A representação latina veio de Anya Taylor-Joy, atriz argentina (também com nacionalidade norte-americana e britânica) que ganhou o prémio de melhor atriz numa minissérie graças ao desempenho em "Gambito de dama". Já Mark Ruffalo ("I Know This Much is True") ganhou na categoria masculina.

A plataforma Netflix foi outra das vencedoras ao conquistar prémios com "Os 7 de Chicago", "Ma Rainey: A mãe do blues”, "The Crown", "Gambito de Dama" e "Ozark".

/ MJC