Desenganem-se os fãs da comédia romântica "Pretty Woman – Um sonho de mulher" de que o filme foi pensado para ser uma história de "viveram felizes para sempre". Segundo Jeffrey Katzenberg, antigo diretor executivo da Disney,  a história do advogado famoso (Richard Gere), que se apaixona por uma prostituta (Julia Roberts), era para ter um fim mais "negro".

Durante uma sessão de perguntas e respostas em Nova Iorque, Katzenberg revelou que não conseguia dizer "quantas horas" a equipa do filme passou "a debater" o fim do filme.

Na versão original - é bastante negra - penso que ela morria de overdose. Mas convencer [as pessoas] de que devíamos fazer isso na Walt Disney, e isso é um conto de fadas e um filme de princesas, muitas pessoas tiveram dificuldade em vê-lo. No guião, Pretty Woman era um filme para maiores de 18 sobre uma prostituta de Hollywood Boulevard. Mas, como se costuma dizer, o resto é história", contou o antigo diretor executivo da Disney.

Katzenberg revelou ainda que Al Pacino e Michelle Pfeiffer foram considerados para os papéis principais e que, caso isso tivesse acontecido, o "filme tinha sido diferente".

Durante tudo isto, houve todo um debate sobre "como devemos acabar isto, devemos salvá-la?" sem realmente sentirmos como uma desculpa para não o fazermos. eles fizeram audição ao Al Pacino, à Michelle Pfeiffer, e teria sido definitivamente um filme diferente com o Al Pacino e a Michelle Pfeiffer. Poderia ter sido mais fiel ao guião original e talvez não tivesse um final feliz."

O filme, de 1990, foi um sucesso internacional de bilheteira, sucesso esse que viria a ser repetido com o mesmo par de atores em "Noiva em Fuga", nove anos mais tarde.

Em 2008, Julia Roberts foi convidada para fazer uma sequela do filme, mas a atriz recusou por achar-se "velha" para o papel. 

Richard Gere já teria concordado em continuar a história de amor entre o milionário e a prostituta começada em 1990, mas Roberts declinou: «Ninguém quer ver uma prostitua velha, não é verdade?»

Andreia Miranda