O ator britânico Albert Finney morreu, esta sexta-feira, aos 82 anos, vítima de doença. Em 2011, o ator tinha sido diagnosticado com um cancro nos rins, doença que conseguiu superar.

"Albert Finney, de 82 anos, morreu pacificamente, depois de uma curta doença, ladeado por aqueles que eram mais próximos. A família pede respeito neste momento difícil", lê-se no comunicado do porta-voz da família citado pela BBC. 

Albert Finney tornou-se conhecido internacionalmente ao interpretar o papel principal do filme “Tom Jones, romântico e aventureiro” (1963), de Tony Richardson, que lhe valeu a primeira nomeação a um Óscar, na categoria de Melhor Ator.

Depois disso, foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator por “Um Crime no Expresso do Oriente” (1974), de Sidney Lumet, “O Companheiro” (1983), de Peter Yates, e “Debaixo do Vulcão” (1984), de John Huston, e para o de Melhor Ator Secundário por “Erin Brockovich” (2000), de Steven Soderbergh.

Das cinco vezes que esteve nomeado nunca marcou na presença na cerimónia de entrega dos Óscares, que decorre em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em 2012, numa entrevista ao Manchester Evening News explicou porquê: “Parece disparatado ir até lá e implorar por um prémio”.

Albert Finney fez também parte do elenco de filmes como “O Grande Peixe” (2003), de Tim Burton, “007: Skyfall” (2012), de Sam Mendes, e “O Legado de Bourne”, de Tony Gilroy.

A longo da carreira, deu vida a dezenas de personagens, vestindo a pele de figuras tão diferentes como Winston Churchill, João Paulo II, um advogado sulista norte-americano, um gangster irlandês ou um vampiro do século XVIII.

Albert Finney, nascido a 9 de maio de 1936, cresceu no norte de Inglaterra, nos arredores de Manchester.

Começou a representar cedo, tendo participado em várias peças na escola. Mais tarde, ingressou na Royal Academy of Dramatic Arts, em Londres.

Estreou-se profissionalmente aos 19 anos, altura em que integrou o elenco de vários filmes televisivos.