Morreu o ator Filipe Duarte. Filipe Duarte, de 46 anos, participou em várias novelas e produções  da TVI, de onde se destacam "Equador" e "Belmonte". 

De acordo com a Agência Lusa que cita fonte próxima da família, o ator morreu durante a madrugada, em casa, no concelho de Cascais.

Luís Filipe Duarte nasceu a 5 de junho de 1973, em Angola. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema e no Instituto de Investigação e Criação Teatral, em Lisboa.

Foi em palco que se estreou, nos anos 1990, com a Companhia Teatral do Castelo e com o Teatro da Garagem. No teatro, trabalhou com companhias como o Teatro Meridional e o Teatro do Vestido, mas foi sobretudo no cinema e em televisão que construiu a carreira.

A TVI Já enviou as condolências à família do ator e o diretor de programas, Nuno Santos, publicou na sua página do Instagram, uma sentida homenagem a Filipe Duarte. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

NO ADEUS A FILIPE DUARTE Estamos sem palavras. Morreu o Pipo… O Pipo, como todos tratávamos o Filipe Duarte, começou a fazer parte da nossa família desde o inesquecível projeto Equador, onde foi o protagonista, a par de Maria João Bastos e Marco d’Almeida. Depois disso, foi nosso ator, nosso colega, nosso amigo, nosso conselheiro. Sempre, à distancia de um telefonema, de uma conversa, aqui esteve com o seu saber e forma tão peculiar que tinha de olhar o mundo, a profissão e os amigos. Em Belmonte, o seu último trabalho com a TVI, Filipe Duarte tomou como verdadeira a responsabilidade de ser o tutor dos 5 irmãos. Adotou-os na tela e no coração. Porque ele era assim. Adotou-os a eles e deixou uma marca em todos nós com a sua entrega, a sua voz, o seu olhar único . Um ator excecional, que recusou sempre um pingo de maquilhagem na tela, como na vida. Porque ele nunca fingiu nada. Porque as personagens que desempenhou, desempenhou-as vivendo pessoas que verdadeiramente encarnou. O Pipo parte enriquecido por todas estas personagens que encarnou, mas também com todas as pessoas onde deixou a sua marca. A TVI endereça sentidas condolências à sua família e amigos. Obrigado,Pipo,por teres passado por aqui.

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Em televisão, Filipe Duarte fez ainda séries, telenovelas e participou em programas para a infância, deu a voz para publicidade, desenhos animados e videojogos.

"A Febre do Ouro Negro" (2001), A Ferreirinha" (2004), "Equador" (2008) "e "Belmonte" (2013) são alguns dos projetos televisivos em que entrou.

Além de produções televisivas e teatrais, Filipe Duarte participou também em vários filmes. Um dos exemplos mais recentes foram “Variações” (2019), do realizador João Maia, onde deu corpo ao personagem Fernando Ataíde, amigo de António Variações e um dos fundadores da discoteca lisboeta Trumps. O trabalho cinematográfico mais recente já divulgado é “Mosquito” (2020), de João Nuno Pinto. O mais recente projeto no cinema seria "Nothing ever happened", de Gonçalo Galvão Teles, ainda inédito.

Ao todo, entrou em mais de trinta filmes, entre curtas-metragens, telefilmes e longas-metragens, entre comédia, drama e romance e trabalhou com, entre outros, Luís Filipe Rocha, António-Pedro Vasconcelos, Manuel Mozos, Margarida Cardoso, Tiago Guedes e Vítor Gonçalves.

Destaca-se ainda o filme "A outra margem" (2007), de Luís Filipe Rocha, no qual interpreta o travesti amargurado com a vida e que lhe valeu o prémio de melhor ator no Festival de Cinema de Montreal, no Canadá.

É ainda de recordar a participação de Filipe Duarte em "A costa dos murmúrios" (2004), de Margarida Cardoso, e ao lado de Beatriz Batarda, rodado em Moçambique.

É nessa altura, de regresso a África já em adulto, que Filipe Duarte decide ter dupla nacionalidade, portuguesa e angolana.

Manuela Micael