A cerimónia dos Óscares tem a tradição de acabar com a entrega da estatueta de Melhor Filme, mas, este ano, a Academia de Hollywood decidiu que a categoria de Melhor Ator seria a última a ser distinguida.

Muitos foram os que especularam que, por trás desta decisão, estaria o anúncio que o vencedor seria Chadwick Boseman, que morreu em agostopela interpretação em "Ma Rainey: A mãe dos blues", e a cerimónia terminaria com um tributo à sua carreira.

Mas não foi nada disto que aconteceu. E as redes sociais não perdoaram. No Twitter, por exemplo, houve mesmo quem tivesse comparado o final da cerimónia com o da última temporada da série "Guerra dos Tronos": simplesmente mau.

O nome do eterno Pantera Negra da Marvel era dado como certo em vários sites de apostas. Também a vitória no SAG Awards e nos Globos de Ouro, ambos pelo trabalho "Ma Rainey: A mãe dos blues", indicavam que o ator iria receber o Óscar póstumo. Para piorar a situação, referem, o vencedor, Anthony Hopkins, faltou à cerimónia e não fez o discurso.

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Anthony Hopkins venceu o Óscar de Melhor Ator pelo desempenho em "O Pai", de Florian Zeller.

Na representação masculina estavam indicados Chadwick Boseman (a título póstumo por "Ma Rainey: A mãe dos blues"), Riz Ahmed ("Sound of Metal"), Gary Oldman ("Mank") e Steven Yeun ("Minari"), além do protagonista de "O Pai".

O britânico Anthony Hopkins, que não esteve presente na cerimónia, conquistou o segundo Óscar de Melhor Ator, 30 anos após a sua distinção pelo papel em "O Silêncio dos Inocentes", de Jonathan Demme.

O desempenho no filme de Florian Zeller já tinha garantido a Hopkins a distinção dos BAFTA, os prémios da academia britânica de cinema e televisão.

A 93.ª cerimónia dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decorrey entre a estação de comboios Union Station, na baixa de Los Angeles, e o Dolby Theatre, em Hollywood, com restrições devido à pandemia de covid-19.

Rafaela Laja