Realizador premiado - especialmente com "O pianista", que lhe valeu um Óscar em 2003 -, Roman Polanski perdeu mais uma tentativa de encerrar o caso de violação de uma adolescente de 13 anos, cometido na década de 1970. Um juiz de Los Angeles decidiu não lhe conceder imunidade, enquanto se mantiver fora dos Estados Unidos.

Polanski continua a residir em França, país onde nasceu numa família de origem polaca, e nunca foi extraditado.

Segunda-feira, o juiz Scott Gordon declarou que Polanski, de 83 anos, não pode ser beneficiado por ser "uma celebridade rica".

O juiz Gordon decidiu que os argumentos e correspondentes pedidos do arguido são negados", reza a comunicação do tribunal, segundo o jornal britânico The Guardian.

Processo com 40 anos

Em março, durante uma audiência no tribunal, o advogado de Polanski, Harland Braun, lembrou o juiz que o realizador já estivera detido em 1977, devido à acusação de violação. Nesse ano, o cineasta passou 42 dias na cadeia enquanto aguardava sentença. Terá fugido na véspera de ser condenado, refugiando-se em França.

O advogado acrescentou ainda que Polanski voltou a estar em prisão domiciliária em 2009 e 2010, na Suíça, quando esteve prestes a ser extraditado para os Estados Unidos.

Caso a sua solicitação fosse aceite, Polanski estaria disposto a voar imediatamente para os Estados Unidos, segundo revelou à imprensa o seu advogado.