O ator e encenador Juvenal Garcês morreu esta terça-feira, aos 59 anos, na ilha da Madeira, disse à agência Lusa fonte da família.

Segundo a mesma fonte, não são conhecidas as causas da morte.

Juvenal Garcês vivia atualmente na Ribeira Brava, onde nasceu a 31 de maio de 1961. O ator e encenador estreou-se no Grupo Experimental de Teatro do Funchal em 1977, numa encenação do "Auto da Barca do Inferno".

Segundo o Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa, na década de 1980, já em Lisboa, Juvenal Garcês trabalhou com a Casa da Comédia e em 1990 fundou, com Mário Viegas, a Companhia Teatral do Chiado, na qual trabalhou nos anos seguintes.

A encenação de maior êxito de público terá sido "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos", com mais de 600 apresentações e cerca de 30 mil espectadores.

"Hedda Gabler", de Henrik Ibsen, "A menina Júlia", de August Strindberg, "As vampiras lésbicas de Sodoma", de Charles Busch, foram algumas das peças que encenou.

Ao longo da carreira, Juvenal Garcês também trabalhou com encenadores como Filipe La Féria, João Lourenço e Carlos Avilez.

A encenação de maior êxito de público terá sido "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos", com mais de 600 apresentações e cerca de 30 mil espectadores.

De acordo com o Movimento Pelos Profissionais das Artes Performativas, Juvenal Garcês regressou à Ribeira Brava, na Madeira, depois da extinção da Companhia Teatral do Chiado.

Alguns colegas de profissão já reagiram à morte de Juvenal Garcês. Um deles foi o ator André Nunes, com quem contracenou.

Também António Machado e Ruy de Carvalho reagiram à morte do colega.

Marcelo lamenta a morte do ator

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte de Juvenal Garcês, intérprete de papéis de “teatro cómico de qualidade”.

Manifesto o meu pesar pelo falecimento do ator e encenador Juvenal Garcês”, lê-se numa mensagem assinada por Marcelo Rebelo de Sousa, partilhada no site oficial da Presidência da República Portuguesa.

Marcelo Rebelo de Sousa recorda que Juvenal Garcês “interpretou vários papéis de teatro cómico de qualidade, nomeadamente em peças de Vicente Sanches, Eduardo de Filippo e Peter Schaffer, mas também fez Ibsen e Strindberg, entre outros”.

Após a morte de Mário Viegas, assumiu funções de diretor da companhia e de encenador, merecendo destaque a longa carreira de ‘As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos’, modelo de um teatro sofisticado e acessível que a Companhia Teatral do Chiado sempre defendeu”, lembra o Presidente da República.

Também os teatros municipais Baltazar Dias, no Funchal, e São Luiz, em Lisboa, lamentaram a morte do ator e encenador.

Numa mensagem partilhada hoje à tarde na rede social Facebook, a equipa do teatro do Funchal “lamenta profundamente” a morte de Juvenal Garcês, recordando “a sua segunda participação como intérprete em fevereiro de 1978, com o espetáculo ‘A Noite dos Reis ou Que Quiserdes’ de William Shakespeare, com encenação de Leopold Kielanowki”.

O Teatro São Luiz lamenta a morte de Juvenal Garcês, ator e encenador que faz parte desta casa”, lê-se numa outra mensagem partilhada hoje à tarde na rede social Facebook.

/ Publicado por MM - Atualizada às 17:20