Um dos momentos mais marcantes da cerimónia dos Óscares 2021, foi certamente o discurso de Thomas Vinterberg, diretor de Druk – Mais Uma Rodada.

Ao receber o prémio de Melhor Filme Internacional, o cineasta dedicou a vitória à sua filha Ida, que morreu em 2019.

Queríamos fazer um filme que celebrasse a vida, e quatro dias antes das filmagens o impossível aconteceu. Um acidente na autoestrada levou a minha filha. Alguém que ia ao telemóvel. Temos saudades dela. Eu amo-a. Desculpem. Dois meses antes de filmarmos este filme, e dois meses antes de ela morrer, ela estava em África, leu o roteiro e brilhava de entusiasmo", começou por contar.

E prosseguiu: "Ela amou, sentiu-se representada e deveria estar nisto. E se alguém acredita que ela está aqui connosco de alguma forma, vai poder vê-la a celebrar e a aplaudir connosco. Acabámos por fazer este filme para ela, como homenagem".

Então, Ida, este é um milagre que aconteceu. E tu és parte dele. Talvez estejas a mexer uns cordelinhos aí", concluiu o realizador.

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"Mais uma rodada", do dinamarquês Thomas Vinterberg, conquistou o Óscar de Melhor Filme Internacional. Para esta categoria estavam selecionados "Quo Vadis, Aida?" (Bósnia Herzegovina), "Better Days" (Hong Kong), "The Man Who Sold His Skin" (Tunísia) e "Collective" (Roménia), além do vencedor.

O filme tem estreia marcada para a próxima quinta-feira, em Portugal.

Esta é a 93.ª edição dos Óscares, que já deveria ter acontecido no final de fevereiro, mas acabou 'empurrada' para abril, por causa da covid-19.

A cerimónia decorreu no tradicional Dolby Theatre, com audiência, mas também no edifício da estação de comboios Union Station, em Los Angeles, e noutros "locais internacionais via satélite". Realizou-se na noite de domingo, na Califórnia, madrugada de segunda-feira, em Portugal.

Rafaela Laja