O realizador de cinema Spike Lee cometeu este sábado uma pequena grande gafe no Festival de Cannes. Quando questionado sobre qual o primeiro prémio a ser divulgado, o norte-americano disse antes o nome do principal vencedor da noite, que devia ter sido anunciado apenas no fim da gala.

O filme que venceu a Palma de Ouro foi 'Titane'", disse, com os vários convidados que estavam perto dele a tentarem alertá-lo para a situação.

Spike Lee foi o artista convidado para ser presidente do júri da edição do Festival de Cannes deste ano, mas a abertura da gala acabou por marcá-lo de forma negativa para o resto da festa.

A verdade é que o realizador norte-americano não escondeu o embaraço, colocando a mão na cabeça assim que se sentou.

O filme “Titane”, da realizadora francesa Julie Ducournau recebeu a Palma de Ouro da 74.ª edição do festival de cinema de Cannes, o prémio máximo do certame, na cerimónia que terminou esta noite. A cineasta tornou-se apenas na segunda mulher a receber tal galardão no festival francês.

Segundo a lista de vencedores o Grande Prémio foi para dois filmes, “A Hero” do realizador iraniano Asghar Farhadi, e “Hytti NRO 6", do finlandês Juho Kuosmanen.

O Prémio do Júri distinguiu também duas obras, "Ahed's Knee" do director Nadav Lapid (Israel) e "Memoria" do director Apichatpong Weerasethakul (Tailândia).

O prémio de realização foi para Leos Carax, pelo filme “Annette”, de França, com o de melhor ator a ser atribuído ao americano Caleb Landry Jones pela interpretação no filme francês “Nitram”.

A melhor interpretação feminina foi para a atriz norueguesa Renate Reinsveve, em “Julie em 12 capítulos”.

Ryusuke Hamaguchi, com "Drive my car" (Japão), recebeu o prémio de melhor argumento, e a realizadora Antoneta Alamat Kusijanovic (Croácia) ganhou o prémio Câmara de Ouro, com “Murina”.

A Palma de Ouro para curta-metragem distinguiu o filme “Todos os Corvos do Mundo" do realizador Tang Yi (Hong Kong), com “O céu do mês de agosto”, de Jasmin Tenucci (Brasil) a receber uma menção especial na mesma categoria.

O português Diogo Salgado competia na categoria de curta-metragem com o filme “Noite Turva”, o primeiro filme do realizador.

António Guimarães / com Lusa