A suspensão das claques Juventude Leonina e Directivo Ultras XII, do Sporting, foi formalizada pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, este organismo começa por lembrar que o promotor do espetáculo, que neste caso é a Sporting SAD, «está obrigado a manter um registo sistematizado e atualizado dos filiados no mesmo». 

Depois o registo «pode ser suspenso pelo promotor», que «cessa a concessão de apoios ao grupo organizado de adeptos e informa a APCDV, de imediato e de forma documentada, justificando as suas razões».

O comunicado confirma, mais à frente, que «o Sporting comunicou à APCVD, no dia 29 de outubro de 2019, de forma documentada e justificada, a suspensão do registo dos grupos organizados de adeptos Juventude Leonina e Directivo Ultas XXI».

A Autoridade avançou então para a atualização dos registos, com o comunicado a confirmar ainda que, «se a suspensão perdurar pelo período de um ano, o promotor terá a obrigação de anular o registo», o que atiraria assim as referidas claques para a ilegalidade.

A fechar, a APCDV reforça que «enquanto vigorar a suspensão do registo, encontra-se liminarmente vedada a concessão de qualquer apoio aos grupos organizados de adeptos alvo da suspensão».

Recorde-se que, a 21 de outubro, o Sporting comunicou a rescisão dos protocolos que estavam estabelecidos com Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI.

Na sequência, estas claques perderam as regalias que tinha, nomeadamente a utilização dos bilhetes de época fornecidos a preço reduzido, à ocupação privilegiada do topo sul, a entrada com material de apoio.

Para além disso, foram notificadas pela SAD que teriam de abandonar as instalações que utilizam no estádio, e que servem de sedes.

Nuno Travassos