No seu relatório anual sobre o tráfico de drogas no mundo, exigido pelo Congresso, o Departamento de Estado diz que, na generalidade, a confiscação de drogas em Portugal, no ano passado «cresceu significativamente» quando comparado com 2005.

«Por exemplo, a confiscação de cocaína aumentou de 7,2 toneladas métricas nos primeiros seis meses de 2005 para 30,4 toneladas durante o mesmo período em 2006», diz o documento, que acrescenta no entanto que na primeira metade de 2006 as confiscações de haxixe e heroína diminuíram: «Na primeira metade de 2006, as confiscações de haxixe e heroína diminuíram em 78 e 48 por cento respectivamente», diz o relatório que refere a cooperação que existe entre Portugal e os Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas.

O documento é usado pelo Congresso na sua avaliação aos programas de ajuda através do mundo. Os países que sejam considerados como participando no tráfico de drogas ou que não tomem medidas adequadas para o combater são penalizados pelo Congresso.

O relatório afirma que a América do Sul é a principal fonte de cocaína que chega a Portugal «na maior parte do Brasil e Venezuela, países que têm um grande número de residentes em Portugal».

Citando documentos da Polícia Judiciária portuguesa o relatório afirma que nos primeiros seis meses do ano passado as autoridades portuguesas prenderam 2.087 pessoas «por ofensas relacionadas com a droga».

«A maior parte era cidadãos portugueses, seguidos de indivíduos de diversas nacionalidades como cabo-verdianos (198), angolanos (52), espanhóis (40), brasileiros (31), guineenses (29) e venezuelanos (27)».

Nesse período a policia portuguesa apreendeu 5,9 milhões de euros em dinheiro, 49,7 mil euros em «bens» e «mais de um milhão de euros em moeda estrangeira», ligados ao tráfico de drogas.

O documento indica que não há indício de corrupção oficial ligada com a droga em Portugal.

Portugal «não encoraja ou facilita a produção ilícita ou distribuição de drogas ou substâncias, ou a lavagem de rendimentos de transacções ilegais de droga".

«Pelo que se sabe nenhum alto funcionário português está envolvido ou encoraja esse tipos de actividades,» diz o documento.