A Confederação de Meios propôs esta quinta-feira ao Governo que aumente o investimento publicitário do Estado nos próximos 3 anos e dê benefícios fiscais às empresas que mantenham ou aumentem as despesas com publicidade.

Num encontro que está a decorrer no ministério das Finanças, a Confederação de Meios, que representa mais de 600 empresas de comunicação social em Portugal, entregou um plano de incentivos fiscais específicos para o sector que visa combater as reduções de receitas publicitárias provocadas pela crise económica, escreve a Lusa.

O plano passa pelo compromisso do «Governo, administração pública e sector empresarial do Estado» de aumentar o seu investimento publicitário de «modo significativo» em 2009, 2010 e 2011 para estimular «o crescimento do sector e da economia nacional».

«O Estado português, quer por ser um dos maiores investidores publicitários, quer ainda pela importância para a economia nacional deve dar o exemplo», refere a Confederação no documento entregue esta quinta-feira ao gabinete do ministério das Finanças.

O plano propõe ainda a criação de um incentivo fiscal e temporário às empresas que aumentem, mantenham ou iniciem o seu investimento publicitário.

O incentivo explica o documento, «será implementado através de uma bolsa fiscal em que o beneficio se traduz no valor de 50 por cento a deduzir anualmente à matéria colectável do exercício, encontrado entre o investimento realizado em 2009, 2010 e 2011 e o do ano imediatamente anterior».

A dedução deverá ser de 25% «para as empresas que em 2009, 2010 e 2011 mantenham o investimento publicitário», refere, acrescentando que o mesmo valor deverá ser aplicado às empresas que iniciem ou retomem investimentos publicitários nesses anos.