O acordo alcançado para desbloquear o segundo resgate à Grécia não é uma «solução definitiva» para a Zona Euro, mas uma etapa para contribuir para repor a confiança dos investidores, disse o representante dos credores privados.

«Eu não diria que se trata de uma solução definitiva», mas «eu creio que [o acordo] se inscreve num processo de mudança», explicou o presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), Charles Dallara.

Segundo Dallara, «o atraso na resolução da dívida da crise grega pesa sobre a Zona Euro, sem interrupção, praticamente há dois anos», recordando o que foi feito por um dos representantes dos credores privados da dívida helénica e o banqueiro do BNP Paribas, Jean Lemierre.

«Jean e eu viajamos muito e, embora não queira acusar ninguém, vimos até que ponto chegou a incapacidade das autoridades da Zona Euro para encontrarem um patamar de entendimento que permitisse um acordo, sem que houvesse dúvidas constantes por parte dos investidores e dos atores dos mercados em todo o mundo», salientou.

As medidas de exceção tomadas no último mês pelo Banco Central Europeu (BCE) e o acordo sobre o segundo resgate à Grécia «semearam os grãos para que se possa retomar a confiança na Zona Euro», concluiu.