No primeiro semestre de 2008 faliram 7.093 empresas, um crescimento de 51 por cento em relação aos primeiros seis meses do ano anterior e de 9% em relação à segunda metade de 2007.

De acordo com dados solicitados ao Instituto Nacional de Estatística (INE), dissolveram-se 6.898 sociedades por quotas na primeira metade de 2008, um acréscimo de 51% face ao período homólogo, escreve a Lusa.

Em relação aos seis meses anteriores, registou-se uma subida de 9%.

Estes números são anteriores ao início da degradação da situação económica, que ocorreu na sequência da falência do banco de investimento Lehman Brothers e que já originou o encerramento de algumas empresas.

O maior aumento das falências verificou-se, porém, nas sociedades anónimas, que registou uma subida de 86%, para 171, quando comparado com o período homólogo. Face aos seis meses imediatamente anteriores, faliram mais 12% sociedades anónimas.

Criadas 15.299 empresas nos primeiros 6 meses

As restantes 24 falências ocorridas na primeira metade de 2008 aconteceram em empresas com outro tipo de forma jurídica, que não sociedades por quotas e anónimas.

Os dados enviados pelo INE mostram ainda que, ao longo do primeiro semestre, foi em Janeiro que ocorreu o maior número de falências (1.487).

Nos primeiros seis meses de 2008, foram criadas em Portugal 15.299 empresas, 97% das quais foram constituídas na forma de sociedade por quotas, revelam os dados do INE.

O número de empresas constituídas aumentou 16,2% no primeiro semestre de 2008 em relação aos seis meses anteriores, tendo recuado, porém, 0,2% face ao período homólogo.

Estas informações mostram que apesar do número de falências ter aumentado 51%, houve criação líquida de empresas no período analisado.
Redação / CPS