Três trabalhadores humanitários ocidentais foram libertados sexta-feira, dois dias depois de raptados por homens armados no Darfur, região do ocidente do Sudão em guerra, anunciaram o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano e fontes dos Médicos sem Fronteiras.

Todavia, nenhuma confirmação da libertação dos três funcionários de Médicos sem Fronteiras (MSF) - um francês, um italiano e uma canadiana - pôde ser obtida junto das autoridades de Cartum, nem junto da secção belga de MSF, para a qual trabalham estas três pessoas.

Em Roma, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, manifestou num comunicado a sua satisfação depois da «libertação dos três humanitários» raptados quarta-feira e declarou que «uma forte colaboração» tinha permitido «este resultado importante e esperado».

Segundo fontes italianas de MSF citadas pela agência de imprensa italiana Ansa, os três ocidentais e o seu colega sudanês foram libertados sem que tivesse sido pago qualquer resgate. «Houve uma pressão enorme para a sua libertação», comentou uma das fontes do MSF.

Os quatro reféns estão de boa saúde e a caminho de El-Facher, a capital do Darfur-Norte, segundo as fontes italianas de MSF.

Os três trabalhadores da secção belga de MSF foram raptados na sua residência de Saraf Umra, no sector de Kabkabiya, na fronteira do Darfur-Norte e do Darfur-Sul.
Redação / SM