O debate quinzenal era sobre Segurança Social, mas ficou marcado pela crise nos combustíveis, e houve ainda tempo para o primeiro-ministro fazer acusações à direita e ao ex-Presidente da República, Cavaco Silva

Chamou a direita de "inorgânica", por procurar "dramatizar a conflitualidade social no país" e criar "um clima de crispação artificial, que já não poupa sequer o Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa. Depois teve como alvo Cavaco.

A grande fúria da direita inorgânica, que não se sente representada por um PSD e um CDS fracos, é manifestar-se de forma inorgânica, recorrendo a tudo, até à remobilização do professor Cavaco Silva, que, depois de tantos anos ter repetido que nunca tinha sido político profissional, optou agora por usar o seu tempo de reforma para se dedicar profissionalmente à política".

Recorde-se que o ex-Presidente comentou as ligações familiares no Governo, dizendo que "jobs for the boys são muito negativos para o país". Porém, veio a saber-se depois, o próprio Cavaco Silva nomeou 15 governantes no seu tempo.

A última declaração pública que fez foi esta semana, sobre a idade da reforma, dizendo que pode chegar aos 80 anos em 2050.

Voltando ao debate quinzenal, o primeiro-ministro defendeu que a resposta correta à corrente ideológica da direita é a da "serenidade". "O recurso ao populismo e às 'fake news' por parte do PSD e do CDS só demonstra mesmo a sua fragilidade, falta de argumentos e ausência de alternativa positiva para o país. Eles, PSD e CDS, de facto, têm uma alternativa, mas é de retrocesso, de enfraquecimento da economia e de destruição do atual modelo social".

Estas críticas foram feitas por António Costa na intervenção de encerramento do debate quinzenal, na Assembleia da República, num discurso em que fez então um ataque cerrado à chamada direita política.

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