O FC Porto empatou esta quarta-feira frente ao AC Milan em Itália, em jogo a contar para a quarta jornada da fase de grupos da Champions League.

Os dragões ficam assim com cinco pontos, conseguindo, para já, o segundo lugar isolado do grupo B, esperando ainda o confronto entre Liverpool e Atlético de Madrid, que têm nove e quatro pontos, respetivamente.

Apesar de não ter conseguido a vitória, o FC Porto fica mais próximo de garantir um mal menor: o apuramento para a Liga Europa. O AC Milan somou o primeiro ponto, ficando agora obrigado a ganhar os dois jogos para ainda sonhar com a continuidade na Europa.

À primeira vista o empate até poderia ser visto com bons olhos pela equipa de Sérgio Conceição. Afinal, o adversário era a segunda equipa com mais Ligas dos Campeões da história (com sete, apenas atrás do Real Madrid, que tem 13) e o primeiro classificado da liga italiana em ex aequo com o Nápoles.

Mas olhando para o jogo todo, fica a sensação que o FC Porto podia ter trazido de Itália os três pontos, tantas que foram as oportunidades claras que teve para marcar, muitas mais, de resto, que as do AC Milan.

Filme do jogo

Com três mexidas relativamente ao último jogo, Sérgio Conceição lançou Mbemba, Grujic e Sérgio Oliveira em San Siro. Uribe ainda foi apresentado como titular, mas acabou por se ressentir da lesão sofrida contra o Boavista no sábado, dando lugar ao sérvio, que mereceu claramente a aposta.

Com entrada afirmativa, foi logo aos 37 segundos que o FC Porto ameaçou a baliza de Tatarusanu. Ainda que em fora de jogo, Evanilson atirou às malhas laterais, colocando em sentido o guarda-redes romeno.

Não foi preciso muito mais tempo para uma explosão de alegria. Corria o minuto cinco quando Grujic fez uma recuperação alta no campo, acabando por ser o sérvio a assistir para o golo do inevitável Luis Díaz, que voltou a molhar a sopa contra os italianos, depois de ter marcado o único golo do jogo no Dragão.

Mostrando-se com vontade de fazer um jogo semelhante ao de há duas semanas, o FC Porto continuou a toada forte, com grande capacidade de pressão e a impedir as saídas do AC Milan.

Sem reação aparente dos italianos, voltaram a ser os azuis e brancos os mais perigosos. Uma e outra vez, Grujic subiu para o 2-0, que apenas foi negado pelo gigante Tatarusanu, que impedia assim que o FC Porto dilatasse a vantagem.

O AC Milan lá acabaria por reagir, com Giroud a proporcionar a Diogo Costa uma das defesas da noite.

Vinha a segunda parte, e com ela voltou um FC Porto afirmativo, insistindo na pressão alta.

Apesar disso, e numa jogada de insistência saída de um livre, o AC Milan acabaria por chegar ao golo, depois de Mbemba ter introduzido a bola na própria baliza na sequência de um remate de Kalulu. Pouca sorte, até porque, minutos antes, Evanilson teve na cabeça o 2-0, mas atirou a bola à trave.

Seguiu-se um jogo de maior anarquia, com o FC Porto a tentar regressar ao domínio, mas o AC Milan a ter maior capacidade de resposta em bolas rápidas, muitas delas por Rafael Leão.

Até ao fim, nota de registo para uma bola em que fica a sensação que Taremi podia ter feito melhor, e também para um golo anulado a Ibrahimovic por fora de jogo do colega que lhe fez o passe.

António Guimarães