O conselho de disciplina da federação está a acompanhar o caso da agressão ao jornalista da TVI no final do jogo entre o FC Porto e o Moreirense, que terminou em empate a uma bola. Pedro Pinho, intermediário licenciado pela federação, pode ser alvo de um processo disciplinar ou de um processo sumário.

O jornalista da TVI Rui Pedro Braz afirma não conhecer o empresário “de lado nenhum”, mas, no seu entender, é necessário que a sociedade civil puna “exemplarmente” a atitude cobarde de Pedro Pinho.

Pedro Pinho revelou uma falta de respeito pela indústria que lhe encheu os bolsos com milhões de euros”, afirmou o comentador.

O comentador lembrou que o silêncio do FC Porto em torno deste incidente, sublinhando que vários dos responsáveis dos dragões já “mandaram recados” através de terceiros, sem nunca ter convocado uma conferência de imprensa para repudiar o acontecimento.

Cândido Costa afirmou conhecer pessoalmente Pedro Pinho, com quem já chegou a “trocar algumas mensagens” em busca de encontrar informação, e confessou-se “chocado” com a atitude do empresário, que deu a conhecer um lado que o comentador desconhecia.

“Parece-me uma atitude bárbara, completamente gratuita a alguém que não fez mal a ninguém”, frisou.

Nuno Dias confessou não conhecer pessoalmente o repórter de imagem da TVI, mas demonstrou toda a sua solidariedade para com o profissional, apelando para que este caso não passe em claro e que Pedro Pinho seja punido de forma exemplar.

Se não acontecer nada a Pedro Pinho, eu desisto de acreditar nas instituições”, rematou. No entanto, o comentador sublinha que nada disto teria acontecido se não fosse a abordagem de Pinto da Costa aos jornalistas.

É a abordagem de Pinto da Costa que provoca a reação de Pedro Pinho”, destacou.

Apesar de tudo, Rui Pedro Braz desvaloriza a presença de Jorge Nuno Pinto da Costa no local onde se deram as agressões, apontando todas as culpas para o empresário que já foi próximo do filho do presidente dos dragões.

Pedro Pinto é a prova de que o dinheiro não traz a boa educação e o civismo”, reforça o comentador.

Redação / JGR