Bruno de Carvalho e o líder da Juventude Leonina, Mustafá, foram detidos este domingo. Em causa estão suspeitas de envolvimento na invasão à Academia de Alcochete, que ocorreu a 15 de maio.

Foi já madrugada dentro, pelas 01:25, que a TVI teve a confirmação de que Bruno de Carvalho encontrava-se detido no posto da GNR de Alcochete, onde vai aguardar pelo interrogatório judicial.

Antes, a PGR tinha confirmado à TVI que "foram efetuadas duas detenções no âmbito do inquérito relacionado com as agressões na Academia do SCP em Alcochete".

Os detidos serão oportunamente presentes ao Juiz de Instrução Criminal para aplicação das medidas de coação", acrescenta a PGR em comunicado.

O antigo presidente do Sporting e o líder da claque leonina são suspeitos de serem os instigadores das agressões que ocorreram em Alcochete.

A TVI apurou que os interrogatórios começam na terça-feira.

O Ministério Público promove as medidas de coação depois de os interrogatórios estarem concluídos, mas a TVI sabe que o Ministério Público entende que há perigo de fuga e de perturbação de inquérito e que vai pedir prisão preventiva para ambos. Nos mandados de detenção, o Ministério Público já faz alusão a essa medida de coação mais gravosa. 

Foram efetuadas buscas na sede da Juve Leo e na casa de Bruno de Carvalho.

A TVI apurou que as detenções foram feitas propositadamente este domingo, em dia de jogo do Sporting, para que o líder da Juve Leo fosse apanhado na sede da claque na posse de droga, o que veio a acontecer. Mustafá foi apanhado com cocaína e haxixe.

Se o juiz não decretar que este é um processo de elevado complexidade, a acusação terá que estar pronta até 21 de novembro. A elevada complexidade dá mais tempo à investigação e permite que os arguidos fiquem presos mais de seis meses.

Recorde-se que no dia 15 de maio, o plantel principal do Sporting foi atacado na Academia de Alcochete por um grupo de cerca de 40 adeptos encapuzados.

No dia dos acontecimentos, a GNR deteve 23 pessoas, tendo posteriormente efetuado mais detenções, estando atualmente em prisão preventiva 38 pessoas, entre as quais o antigo líder da claque Juventude Leonina Fernando Mendes.

Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Bruno de Carvalho, que à data dos acontecimentos liderava o clube, foi, entretanto, destituído em Assembleia-Geral e impedido de concorrer à presidência do clube, atualmente ocupada por Frederico Varandas.