Os suspeitos do ataque à academia do Sporting, em Alcochete, vão continuar presos. O Tribunal da Relação já analisou oito dos 37 recursos. Dos já analisados, confirmou os crimes, incluindo o de terrorismo.

Numa nota no site da Procuradoria-Geral da República, lê-se que "o Tribunal da Relação de Lisboa pronunciou-se já, em oito acórdãos, pela manutenção das medidas de coacção de prisão preventiva aplicadas aos arguidos, considerando-as necessárias, proporcionais e adequadas, atentas as necessidades e exigências cautelares e as penas abstractas previstas para os crimes indiciados".

"Em três destes acórdãos, o TRL, chamado a pronunciar-se quanto aos crimes concretos imputados aos arguidos recorrentes, conclui pela verificação de fortes indícios dos mesmos", acrescenta.

O Tribunal da Relação de Lisboa ainda tem de pronunciar-se sobre os restantes recursos interpostos pela maioria dos detidos neste processo.

No total, estão em prisão preventiva 37 arguidos, dos quais 23 foram detidos no dia dos acontecimentos, 15 de maio, e os restantes em junho e julho. Entre eles, está o antigo líder da claque Juventude Leonina Fernando Mendes.

Foi no dia 15 de maio que o plantel principal do Sporting foi atacado na Academia de Alcochete por um grupo de cerca de 40 adeptos encapuzados.

Os arguidos que estão em prisão preventiva são suspeitos de vários crimes, entre os quais terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Recorde-se que, na sequência do ataque à academia, nove futebolistas rescindiram os contratos com o clube: Rui Patrício, Rafael Leão, Daniel Podence e Gelson Martins saíram em litígio com o Sporting e transferiram-se para outros clubes, enquanto Ruben Ribeiro ainda está sem clube. Bas Dost, Bruno Fernandes e Rodrigo Battaglia voltaram atrás na decisão de abandonar o Sporting, enquanto William Carvalho saiu para o Betis, de Espanha, após acordo do clube espanhol com os leões.