O presidente do Benfica, Rui Costa, deu esta quinta-feira uma entrevista à TVI onde falou pela primeira vez sobre a sua ascensão ao poder e do processo que envolve o antigo presidente Luís Filpe Vieira e o seu filho. Fernando Seara, Carlos Manuel, Luis Vilar e Diogo Amaral analisaram as primeiras palavras do dirigente, neste Especial Informação da TVI24

Carlos Manuel, antiga lenda do clube encarnado na década de 80, considerou importante para o Benfica “a forma como Rui Costa falou”, no entanto, pediu paciência para com o novo presidente dos encarnados, sublinhando que o homem que substituiu Luís Filipe Vieira tem apenas 13 anos de experiência como dirigente.

O Rui tem 13 anos de dirigente. Teve de aprender, tem de aprender e está a aprender. É uma missão completamente diferente daquilo que ele estava à espera. É uma missão difícil, mas é ele que vai ter de se safar”, sublinhou.

Sobre a postura do presidente encarnado na entrevista, Fernando Seara classificou-a como “de uma serenidade perturbante”, algo que o conhecido adepto encarnado acredita ser fundamental, depois de um mês de julho muito complicado para as águias. 

O advogado considera que este mês que se aproxima é, sem dúvida, o mais importante para o futuro próximo dos encarnados. Com o clube a disputar o acesso à Liga dos Campeões - algo apontado pelo próprio Rui Costa como basilar para a saúde financeira do clube - e com aquilo que acredita poder vir a ser “uma guerra civil” no clube.

O futuro do Benfica decide-se em agosto. Decide-se em termos desportivos e decide-se, ou não, se há um princípio de guerra civil em setembro. (...) tivemos aqui o presidente legal do Benfica, mas há uma diferença entre legalidade e legitimidade”, explicou.

Luís Vilar considerou que a entrevista foi “popular” e “fácil” para Rui Costa, mas acredita que esta pecou pela ausência de conteúdo. O analista foi particularmente crítico da resposta de Rui Costa em relação aos dinheiros da Champions, reforçando a ideia de que as próximas épocas da equipa da luz estão dependentes do montante de acesso. 

Foi uma entrevista fácil e levezinha, mas ele que não se habitue, porque isto só tende a piorar. Foi uma entrevista popular, de empatia. (...) mas qual é a estratégia de desenvolvimento do clube?”, disse o comentador da TVI. 

Diogo Amaral começou a sua intervenção a recordar ter apoiado a lista encabeçada por João Noronha Lopes, que se opôs a Luís Filipe Vieira e Rui Costa, uma vez que considera que o último mandato de Vieira na presidência foi "francamente mau”.

Sobre a prestação de Rui Costa, o jornalista destacou a habilidade do presidente do Benfica na entrevista, ao mostrar que não traiu Luís Filipe Vieira, matando “o pai em público”.

Rui Costa está a fazer aquilo que tem de fazer: seduzir todo o ‘vieirismo’ para que vão atrás dele. E não criar mais dúvidas naqueles que têm mais dúvidas já”, explicou.