A Liga dos Campeões regressou esta semana, uma prova que já deixava saudades, e que arrancou um pouco por toda a Europa com várias restrições como consequência da pandemia de covid-19.

O FC Porto, único representante português na prova, até começou bem na difícil missão de tentar a primeira vitória em solo inglês. Um grande golo de Luis Díaz inaugurou o marcador no estádio do Manchester City.

Com Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva no onze, os ingleses acabaram por reagir rápido, chegando ao empate apenas quatro minutos depois, na sequência de uma grande penalidade cobrada por Aguero.

Os dragões aguentaram a pressão até à hora de jogo, altura em que Gundogan sacou um coelho da cartola e cobrou um livre de forma irrepreensível.

Ferran Torres acabou por sentenciar a partida a favor dos citizens.

A partida teve ainda um momento de grande tensão entre os dois treinadores.

No outro jogo do grupo, o Olympiacos de Pedro Martins levou a melhor sobre o Marselha de André Villas Boas com um golo marcado já nos descontos.

A grande surpresa da noite acabou por chegar de Madrid, onde o Real foi derrotado pelo Shakhtar Donestk por 3-2. A equipa de Luís Castro foi mesmo para o intervalo a ganhar por 3-0, depois de uma primeira parte para esquecer dos madrilenos.

Com uma fraca exibição da defesa, Varane e Éder Militão estiveram em destaque pela negativa.

O Real Madrid ainda reagiu, conseguindo marcar dois golos, mas acabou mesmo por perder. Na retina fica o golaço de Modric, que na altura deu alento à equipa de Zidane.

À mesma hora jogaram Inter de Milão e Borussia Monchengladbach, com os alemães a imporem um empate a dois golos em Itália.

Lukaku ainda colocou os nerazzurri em vantagem, mas a equipa teve mesmo de ir atrás do resultado depois de Hofmann ter virado o jogo, num lance que teve longa espera por uma decisão final.

O jogo mais aguardado era o Bayern de Munique contra o Atlético de Madrid. Com João Félix a titular, os colchoneros foram goleados por 4-0 na Alemanha, com os campeões europeus a não darem quaisquer hipóteses.

Ao intervalo já estava 2-0, e o vencedor do jogo nunca esteve em dúvida.

O momento da partida ficou guardado para o terceiro golo, com Tolisso a impor a lei da bomba.

Duas horas antes, na Áustria, Salzburgo e Lokomotiv de Moscovo empataram a duas bolas, num jogo que teve direito a reviravolta da equipa da casa, que acabou por não aguentar a vantagem.

No grupo D houve embate entre Ajax e Liverpool. Os ingleses acabaram por vencer uma partida fechada por 1-0, beneficiando do autogolo de Tagliafico.

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Na outra partida, a Atalanta aplicou quatro golos sem resposta a um regressado FC Midtjylland, que não teve argumentos, mesmo a jogar em casa.

Um dos momentos do jogo foi o golaço de Papu Gómez.

Uma das ausências da primeira noite foi Cristiano Ronaldo, jogador que está infetado com o novo coronavírus e não pôde marcar presença na vitória da Juventus em Kiev por 2-0.

Sem o craque português foi Álvaro Morata a fazer de homem-golo. O avançado espanhol marcou dois golos na segunda parte e conquistou os primeiros três pontos para a equipa italiana.

No outro encontro do grupo G houve lugar à estreia de Francisco Trincão como titular no Barcelona. Os catalães receberam o Ferencvaros, equipa húngara que está pela primeira vez em 25 anos na fase de grupos da Champions.

Além do típico golo de Lionel Messi, os catalães contaram também com mais uma noite inspirada de Ansu Fati. O jovem internacional espanhol colocou o marcador em 2-0 ainda antes do intervalo.

Já na segunda parte seria Phillipe Coutinho a marcar o 3-0 para os blaugrana.

O Ferencvaros acabou por reduzir na sequência de uma grande penalidade que também levou à expulsão de Gerard Piqué.

Acabou por não durar muito a esperança dos forasteiros, uma vez que Pedri consomou a goleada ao marcar o 4-1. O jovem de 17 anos não vai esquecer este momento, que marca a sua estreia a marcar pelo Barcelona, e logo na Liga dos Campeões.

Houve ainda tempo para Ousmane Dembelé fazer o quinto dos espanhóis.

O Parque dos Príncipes foi o palco do grande jogo da noite. O PSG recebeu o Manchester United e Thomas Tuchel aproveitou para estrear Danilo Pereira, recém chegado do FC Porto. Do lado inglês alinhou Bruno Fernandes, que já se sabia que iria ser capitão. Foi precisamente do português o primeiro golo da partida, na conversão de uma grande penalidade. O antigo jogador do Sporting ainda falhou a primeira tentativa, mas o ábritro mandou repetir o lance e à segunda a bola só parou dentro da baliza de Keylor Navas. Nota ainda para outra estreia a titular: Alex Telles fez o primeiro jogo pelos red devils desde que foi contratado ao FC Porto.

O PSG acabou por conseguir chegar ao empate depois de um autogolo de Anthony Martial.

Já com o jogo a caminhar para o fim, o Manchester United voltou à vantagem, por intermédio de um golo marcado por Marcus Rashford.

À mesma hora, mas na Alemanha, o RB Leipzig, semi-finalista da edição anterior, recebeu e venceu sem dificuldades o Instambul Basaksehir, naquele que foi o jogo de estreia dos turcos na prova.

Angeliño mostrou como se faz e, ainda antes do intervalo, foi lá à frente duas vezes para fazer abanar as redes adversárias.

No grupo F também foi noite de regressos. A Lazio de Roma não jogava a Liga dos Campeões há mais de dez anos, e acabou por ter uma noite para mais tarde recordar.

Frente a um favorito Borussia Dortmund, que apresentou Raphael Guerreiro no onze titular, o conjunto italiano já vencia por 2-0 ao intervalo.

Os alemães ainda conseguiram reduzir por intermédio do suspeito do costume, Haaland.

A Lazio não perdeu tempo e acabou por responder na mesma moeda. Akpa Akpro fez o 3-1 e desfez as dúvidas quanto ao vencedor.

Duas horas antes, na Rússia, o Zenit foi surpreendido em casa pelo Club Brugge, que chegou à vitória final já para lá dos descontos.

Uma grande jogada coletiva permitiu a De Ketelaere fazer o 2-1 para a equipa belga. 

No grupo E houve lugar a duas estreias na Champions. Rennes e Krasnodar fizeram o primeiro jogo das suas histórias na prova milionária e ditou a sorte que se encontrassem nesse dia.

Franceses e russos correm como outsiders neste grupo, e acabaram por não ir além de um empate.

Em Londres, o Chelsea recebeu o Sevilha de Lopetegui. Num jogo algo fechado, o marcador acabou por não sair do nulo, pelo que as quatro equipas iniciam a campanha com um ponto.

António Guimarães