Cristiano Ronaldo tem a confiança da Juventus e do treinador, mas ficou de fora da campanha do principal patrocinador do emblema de Turim. Depois de a Nike dizer estar “extremamente preocupada” e da EA Sport ter retirado o rosto de Cristiano Ronaldo do seu site e do separador do jogo FIFA19, também a Jeep, patrocinador da Juventus, se terá afastado do craque português, depois das acusações de violação contra o mesmo.

De acordo com o jornal britânico The Sun, a Jeep realizou uma sessão fotográfica no centro de treinos da Juventus com alguns dos jogadores para uma campanha publicitária, mas “misteriosamente” a estrela da equipa não marcou presença, como seria esperado. Nas fotografias, divulgadas esta sexta-feira pela marca de automóveis, vários jogadores da Juventus, como Quadrado, Chiellini, Dybala e João Cancelo, surgem de fato e equipamento ao pé de um carro da marca. 

Para já, não se sabe qual é a razão da ausência, nem se a participação de Ronaldo na sessão fotográfica chegou a estar prevista.

O tabloide britânico especula que a ausência de Ronaldo da campanha publicitária poderá ser uma forma de resguardar a imagem do clube, do jogador e da construtora automóvel, uma vez que os donos da Juventus, a família Agnelli, são também donos da Fiat, que detém a Jeep.

Na quinta-feira à noite, o clube sete vezes campeão italiano deu um forte apoio ao atacante português, que contratou por 100 milhões de euros.

"Cristiano Ronaldo mostrou o seu grande profissionalismo e dedicação nos últimos meses, o que é muito apreciado por todos na Juventus, escreveu o clube no Twitter. "Os eventos alegadamente datados de há cerca de dez anos não mudam esta opinião, partilhada por qualquer pessoa que entrou em contacto com este grande campeão", podia ler-se ainda.

 

 

Esta sexta-feira, foi a vez do treinador da Juventus defender em público o comportamento de Cristiano Ronaldo. Massimiliano Allegri mostrou ter poucas ou nenhumas dúvidas da atual condição física e psicológica do jogador.

Sempre mostrou seriedade dentro e fora de campo", afirmou, garantindo que CR7 está bem e vai jogar no sábado frente à Udinese.

Cristiano Ronaldo tem estado no centro da polémica, depois de a norte-americana Kathryn Mayorga o acusar de a ter violado, em Las Vegas, em 2009.

O escândalo rebentou a 29 de setembro com a entrevista de Kathryn Mayorga ao jornal alemão Der Spiegel. Uma semana depois, o nome da norte-americana e de Cristiano Ronaldo faz manchete em todo o mundo e as reações ao caso surgem a cada momento.

Veja também: Quanto pode custar o escândalo a Ronaldo?

A polícia de Las Vegas anunciou na segunda-feira que reabriu uma investigação às acusações feitas por Kathryn Mayorga, de 34 anos, que alega, numa denúncia civil, que Ronaldo a sodomizou sem consentimento em junho de 2009.

O jogador negou "terminantemente" estas acusações, dizendo que a violação é "um crime abominável", mas os seus principais patrocinadores começaram a fazer-se ouvir: a Nike disse estar "profundamente preocupada" e a EA Sports, a marca de jogos que traz Ronaldo na capa do FIFA19, lançado a semana passada a nível mundial, por sua vez, falou de uma situação "preocupante".

Esta sexta-feira de manhã, a marca tirou a imagem do jogador do separador do jogo e Ronaldo deixou de aparecer ao lado das fotos dos restantes jogadores que dão a cara pelos jogos dos diferentes desportos. Para além disto, também o separador com o perfil individual de Ronaldo referente à edição do jogo 2018 foi apagado, apesar de a página com o perfil do internacional português continuar a existir.

Juventus perde quase 10% no fecho da bolsa de Milão

Os títulos do clube de futebol da Juventus caíram hoje quase 10% no fecho da Bolsa de Valores de Milão, quando cresce o mal-estar à volta de Cristiano Ronaldo.

Segundo a agência de notícias francesa France Presse, o título, que subiu desde a chegada do atacante português a Turim, em julho, fechou a perder 9,92%, para 1,19 euros, num mercado que registou uma queda de 1,29%.

Na Bolsa de Valores de Milão, a chegada de Ronaldo fez 'voar' o título da Juventus, que, a 20 de setembro, subiu para 1,8064 euros (+180%), um máximo histórico desde a entrada da Juventus na bolsa, em 2001.