O escândalo rebentou a 29 de setembro com a entrevista de Kathryn Mayorga ao Der Spiegel. Uma semana depois, o nome da norte-americana e de Cristiano Ronaldo faz manchete em todo o mundo e as reações ao caso surgem a cada momento.

Depois da conferência de imprensa dos advogados de Mayorga e do desmentido divulgado pelo jogador português, houve quem mostrasse o seu apoio a Ronaldo, mas também quem reagisse às notícias com preocupação. Foi o caso de algumas marcas que patrocinam o jogador e de organizações pelas quais dá a cara. Uma preocupação que pode custar milhões ao internacional português, que já contratou o advogado das estrelas para o defender.

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A primeira marca a reagir foi a EA Sports, a marca de jogos que traz Ronaldo na capa do FIFA19, lançado a semana passada a nível mundial. 

Vimos o relatório preocupante que detalha as acusações contra Cristiano Ronaldo. Estamos a acompanhar de perto a situação, pois esperamos que os atletas e embaixadores da marca se comportem de maneira consistente com os valores da EA, declarou a empresa à agência noticiosa AP.

Esta sexta-feira de manhã, a marca tirou a imagem do jogador do separador do jogo e Ronaldo deixou de aparecer ao lado das fotos dos restantes jogadores que dão a cara pelos jogos dos diferentes desportos. Para além disto, também o separador com o perfil individual de Ronaldo referente à edição do jogo 2018 foi apagado, apesar de a página com o perfil do internacional português continuar a existir.

No entanto, esta não é a primeira vez que a EA Sports toma este tipo de atitude. Em 2016, o jogador da NHL Patrick Kane também foi investigado por uma alegada violação e deixou de fazer parte da capa do jogo desse ano.

Seguiu-se a Nike, marca que tem contrato com o jogador português desde 2003 (o último contrato assinado foi em 2016 em termos que garantem ao internacional português arrecadar uma verba próxima dos mil milhões de dólares na vigência do mesmo). Em comunicado, a marca expressou também preocupação com os pormenores que surgem no âmbito do processo.

Estamos profundamente preocupados com estas alegações perturbadoras e continuaremos a acompanhar de perto a situação”, informou a Nike em comunicado enviado à AP.

O jogador dá ainda a cara por marcas como Tag Heuer (no valor de um milhão de dólares/ano), Samsung, Herbalife (meio milhão de dólares/ano) e American Tourister (400 milhões de dólares/ano), entre outras, mas estas ainda não se pronunciaram. Já fonte da fundação Save The Children, da qual o jogador é embaixador, disse ao The Independent que a associação de caridade está "destroçada pelas notícias" e que está "a trabalhar para obter mais informação".

Juventus perde mais de 5% em bolsa

O título do clube de futebol da Juventus perdia mais de 5% esta manhã na Bolsa de Milão. Por volta das 11:20 (10:20 em Lisboa), o título, que subiu desde a chegada do atacante português a Turim, em julho, caiu 5,07%, para 1,254 euros, num mercado em queda de 0,99%.

Na quinta-feira à noite, o clube sete vezes campeão deu um forte apoio ao atacante português, que contratou por 100 milhões de euros.

Cristiano Ronaldo mostrou o seu grande profissionalismo e dedicação nos últimos meses, o que é muito apreciado por todos na Juventus, e os fatos incriminatórios que remontam a quase dez anos não mudam essa opinião", escreveu a Juventus, no Twitter.

Na Bolsa de Valores de Milão, a chegada de Ronaldo fez voar o título de Juventus, que foi negociado a 0,64% a 28 de junho, quando surgiram os rumores sobre a sua ida para o clube italiano.

A 20 de setembro o título subiu para 1,8064 euros (+ 180%), seu máximo histórico desde a entrada da Juve na bolsa, em 2001.