A polémica em torno da agressão ao repórter de imagem da TVI por parte de Pedro Pinho no final do jogo entre o FC Porto e o Moreirense continua a dar que falar. Desta vez, surgem novas imagens bem demonstrativas da proximidade entre o empresário aos dragões, com o suspeito de agressão a entregar um objeto não identificado ao segurança de Pinto da Costa, segundos antes deste ser abordado pelos militares da GNR.

Rui Pedro Braz destaca a ironia na justificação do empresário, que afirmou que o objeto em causa era a chave do carro e que lhe tinha dado para que este fosse buscar “quatro caixas de fruta” à mala do veículo para entregar ao filho do presidente do Moreirense.

Quem acompanha o futebol português há umas décadas percebe a ironia de estarmos aqui a falar de fruta”, referiu.

O comentador lembra ainda que existem câmaras de videovigilância no local e que estas podem ser utilizadas para apurar os factos e tentar ter uma imagem mais abrangente do momento que levou à agressão. Algo que considera fundamental para descobrir a verdade.

Aí ficaremos a saber quem é que está a mentir. Jorge Nuno Pinto da Costa pode não ter visto as agressões a dois metros da sua presença. Pode não ter visto. Não pode é depois dizer que viu um penálti a 70 metros da tribuna presidencial”, rematou.

O FC Porto continua a tentar demarcar-se das agressões ocorridas após a partida. O comentador da TVI Bruno Andrade sublinhou que, durante todos os seus anos enquanto jornalista desportivo, nunca viu tanto o uso da palavra “mas”.

FC Porto está a tentar desmarcar-se a todo o custo de uma situação que mancha o futebol português", frisou.