Toca o hino, começa a Champions.

A maior competição de clubes do mundo começou e não foi preciso esperar muito para ver momentos de magia, emoção e grandes golos.

Às 17h55, a nova hora da Liga dos Campeões, arrancaram as duas partidas do grupo B, uma em Barcelona e outra em Milão.

Messi - who else? - não demorou muito a chamar a atenção para si e à passagem da meia-hora aproveitou um livre direto para levantar Camp Nou. Com classe, ajeitou a redondinha e colocou-a no canto superior esquerdo do guarda-redes do PSV, Zoet.

Era o primeiro golo da edição 2018/19 da Liga dos Campeões e o 101º do argentino na prova.

Em Milão, o nulo entre Inter e Tottenham imperava e ao intervalo apenas Messi tinha festejado. A segunda parte seria o oposto da primeira.

Os ingleses inauguraram o marcador no Giuseppe Meazza por Eriksen, logo a abrir, e gelaram os italianos. Os "nerazzurri" iriam reagir e nos últimos minutos deram a cambalhota no marcador. 

Icardi - provavelmente com o melhor golo da noite - empatou aos 86' e aos 90+2', Matias Vecino fez o 2-1 final, na sequência de um pontapé de canto.

Simultaneamente, Messi e companhia, com Nélson Semedo a ver do banco, iam dançando o tango na Catalunha. Aos 75', Dembelé dançou sozinho e marcou um grande golo e dois minutos depois o astro argentino fez o segundo da conta pessoal em vólei. Ao cair do pano, Messi completou o hat-trick a passe de Suárez.

Apito final nos primeiros dois jogos e pouco tempo depois o apito inicial em mais seis jogos do dia, a começar às 20 horas, também novo horário da competição.

RECORDE O AO MINUTO DO JOGO E TODAS AS INCIDÊNCIAS DO PRIMEIRO DIA DA LIGA DOS CAMPEÕES

Era tempo do FC Porto entrar em ação no grupo D em Gelsenkirchen.

A equipa de Sérgio Conceição entrou com Danilo no local de Sérgio Oliveira e com Otávio em zonas mais centrais, com Marega na faixa direita. De resto, tudo igual com Casillas, Maxi, Felipe, Éder Militão e Alex Telles, Herrera, Brahimi e Aboubakar.

Um parêntesis importante para Iker Casillas, que completou a sua 174.ª aparição na Liga dos Campeões e superou Xavi como o jogador com mais jogos. Para além deste recorde, o espanhol ultrapassou Giggs e passou a ser o jogador que participou em mais edições da prova: esta é a 20.ª, e de forma consecutiva.

O duelo, no palco onde o FC Porto foi feliz em 2004, começou praticamente com um penálti a favor dos dragões. Alex Telles ficou encarregue da marcação, mas permitiu uma grande defesa a Fahrmann.

Tudo igual e assim ficou até aos 64 minutos. Aí Embolo não desperdiçou na cara de Casillas e colocou o FC Porto em maus lençóis.

Os pupilos de Sérgio Conceição reagiram e Marega ganhou nova grande penalidade. Otávio mostrou a Alex Telles como se faz

Um ponto para cada lado, que beneficia o Galatasaray. Os turcos receberam e venceram o Lokomotiv de Moscovo, de Manuel Fernandes (titular) e Éder (suplente utilizado).

 

Grupo C: emoção em Anfield, nulo em Belgrado

O jogo "grande" do dia era a receção do finalista vencido da última edição, o Liverpool, ao milionário PSG, de Neymar e companhia. Não desiludiu.

Os Reds entraram mais fortes e aos 36 minutos já venciam por 2-0, com golos de Sturridge e Milner, de grande penalidade. Parecia um passeio dos comandados de Klopp, mas quando do outro lado há Neymar, Cavani, Mbappé nunca se pode dar um jogo por vencido.

E assim foi. Meunier deu a receita ao trio da frente e bateu Alisson pela primeira vez e já nos últimos minutos Neymar arrancou e Mbappé finalizou a jogada. Anfield gelou com o empate, mas Firmino saiu do banco para colocar o histórico estádio em erupção. Golaço do brasileiro e três pontos para o Liverpool.

No outro jogo do grupo, um nulo entre o Estrela Vermelha de Belgrado e o Nápoles, com Mário Rui a titular.

Não houve golos, mas houve muitas oportunidades, quase todas italianas, e um ambiente incrível. Veja o tweet que se segue.

Grupo A: Jardim, Pelé e Rony perdem com Gelson, Dortmund vence com golo esquisito

No Principado, o Mónaco, de Leonardo Jardim, Pelé e Rony Lopes perdeu com o Atlético de Madrid, de Gelson Martins (1-2).

Dos três jogadores portugueses nenhum jogou. Rony está lesionado, Pelé ficou fora das opções de Jardim e Gelson viu os 90 minutos do banco.

O jogo começou com o Atl. Madrid a dominar, a criar oportunidades - teve até um golo anulado a Godín -, mas quem marcou foi o Mónaco por Grandsir. A defesa colchonera complicou e o médio aproveitou para bater Oblak.

Os homens de Simeone não acusaram o golo e ainda na primeira parte deram a volta. Griezmann, com um passe tremendo, isolou Diego Costa que empatou e já nos descontos da etapa inicial, José Maria Giménez fez o 1-2 nas alturas.

A segunda parte foi "chata" e sem motivos de interesse, com os três pontos a voarem para Madrid.

Na Bélgica, o Club Brugge quase roubava pontos ao Dortmund, mas ao minuto 85 Pulisic chocou com a bola e fez o 1-0. Talvez o golo mais fácil da carreira.

 

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