O Sporting Clube de Portugal voltou a ser campeão nacional, depois de um longo período de espera, que durou 19 anos. A equipa do Mais Bastidores analisou a caminhada dos leões, a festa e os desacatos que marcaram a conquista do título que há muito fugia aos verdes e brancos.

“Um bocadinho contra todas as expetativas”, foi assim que Nuno Dias classificou a conquista do campeonato nacional por Rúben Amorim e seus pupilos. Chegados à 32.ª jornada, os leões continuam invencíveis, “esmagando” todas as previsões dos analistas desportivos.

Foi uma época que não começou bem com a eliminação na Liga Europa (…) Mas a verdade é que, não só Rúben Amorim cumpriu, como Frederico Varandas e Hugo Viana conseguiram criar um grupo de trabalho equilibrado. O Sporting preparou bem a época”, considerou o comentador.

Sobre se esta vitória trará a paz entre adeptos e liderança do clube, Rui Pedro Braz afirma que, se a conquista do campeonato não trouxer paz, “nunca vai haver paz”. O comentador sublinhou ainda que, no entanto, caso o Sporting na próxima época estiver a dez pontos do primeiro, as críticas voltarão.

Estão reunidas condições que nunca estiveram para que haja paz no clube. No entanto, paz não significa ausência de massa crítica. Isso faz parte da realidade e do dia a dia dos clubes”, explicou.

A noite de festa ficou, apesar de tudo, marcada por diversas cargas policiais contra os adeptos e multiplicaram-se os excessos de parte a parte. Marcelo Rebelo de Sousa foi a primeira figura política a reagir à situação, condenando o facto de as autoridades terem permitido o ajuntamento de tantos adeptos à porta do estádio de Alvalade.

Bruno Andrade acredita que “o grande problema” esteve na atuação das autoridades, uma vez que era sabido que este jogo era decisivo para a conquista do título e medidas deviam ter sido tomadas para evitar as aglomerações e os atos excessivos que se seguiram.

Sporting campeão, aglomerações e atos de violência era algo que se previa. Infelizmente vimos tudo isso ontem (…) Foi muito mal planeado, a festa começou muito cedo”, frisou.

Rui Pedro Braz diz-se incapaz de culpar a polícia “de forma vincada” pelo que se sucedeu, uma vez que o que estava em causa, com a vitória do Sporting passados 19 anos, o desconfinamento, o excesso de álcool por parte de alguns adeptos, faz com que a situação seja muito delicada.

Há sempre alguém que se excede um pouco. Ontem estava a ver imagens de pessoas com crianças pequenas ao pé das grades e pensei: bem, isto vai ser uma tragédia. Aqueles gradeamentos não conseguiam segurar ninguém. Muito bem estiveram os adeptos. Podíamos estar aqui a falar de uma verdadeira tragédia”, explicou.

O comentador brincou ainda sobre os festejos dos adeptos leoninos, garantindo que, dentro de nove meses, Portugal pode vir a experienciar “um baby boom”.