Serena Williams quebrou o silêncio após a dramática final do Open do Estados Unidos e, em entrevista ao programa australiano The Project, que será exibida na íntegra apenas no próximo domingo, mantém as acusações de sexismo ao árbitro português Carlos Ramos, a quem chamou de "ladrão" e "mentiroso".

Simplesmente, não entendo… uma mulher deveria poder fazer pelo menos metade do que um homem faz”, afirmou.

No teaser divulgado da entrevista, no domingo à noite, que pode ser apenas visualizado na Austrália, a tenista norte-americana, de 36 anos, vencedora de 23 títulos do Grand Slam, insiste, ainda, que não recebeu indicações do seu treinador desde a bancada, e que as regras não permitem, mesmo depois de aquele ter admitido que fez coaching.

Ele [Patrick Mouratoglou] disse que fez um movimento. Não sei do que ele está a falar. Nós nunca tivemos sinais”, disse a tenista, referindo-se às declarações do seu treinador após a final perdida do Open dos Estados Unidos para a japonesa Naomi Osaka.

Mouratoglou admitiu que estava a treinar da bancada, mas que "não é hipócrita", porque é isso que "todos os treinadores fazem", em qualquer torneio.

Também polémica está a ser a data da exibição da entrevista a Serena Williams, devido à decisão do canal Ten em transmiti-la uma semana depois do teaser, tratando-se de um exclusivo.

Segundo os media australianos, Serena Williams foi entrevistada, em Nova Iorque, no âmbito de uma ação promocional de uma marca australiana de soutiens, da qual é embaixadora, pelo que a divulgação da entrevista deveria coincidir com o lançamento de novos modelos, que chegam às lojas apenas no próximo domingo.

O canal televisivo nega que seja esse o motivo para a coincidência de datas, alegando que desde logo estava prevista a transmissão somente no dia 23.