Cristiano Ronaldo contratou o advogado David Chesnoff, que já defendeu uma série de celebridades, para o representar no caso da alegada violação de uma norte-americana. A polícia de Las Vegas reabriu esta semana a investigação sobre as acusações de Kathryn Mayorga - que alega ter sido violada num hotel em Las Vegas, em 2009 - contra o jogador português.

O advogado emitiu um comunicado, citado pela AP, negando “categoricamente” tais acusações e expressando ter “completa fé no sistema de justiça”. Lembra, ainda, que a investigação da polícia metropolitana de Las Vegas já realizada naquela altura, sobre a queixa de abuso sexual apresentada então pela mulher, não levou à abertura de qualquer processo-crime.

Chesnoff já defendeu celebridades como Paris Hilton, David Copperfield, familiares de Michael Jackson, Britney Spears, Mike Tuson, Andre Agassi, entre outros.

A defesa de Kathryn Mayorga apresentou uma longa acusação, alegando onze crimes, alegadamente sustentados por documentos que provam o envolvimento do craque português neste e noutros casos de abuso sexual. A defesa de Ronaldo tem agora 20 dias para responder.

Os advogados da norte-americana dizem que foi o movimento "Me too" a encorajar a professora a denunciar Ronaldo.

Entretanto, o futebolista português negou, na quarta-feira, as acusações de violação de que está a ser alvo, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

 

"Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa”, escreveu.

Com a reabertura da investigação sobre o caso, em última instância o jogador português por vir a ser confrontado com um julgamento sobre um crime que, no estado do Nevada, é punível com pena que pode ir até prisão perpétua.