«Como pouco, vou comer uma maçã enquanto vejo o jogo. Venho pela primeira vez ao futebol. E nem tenho um motivo especial para o fazer, talvez por ser um jogo de Portugal»Maisfutebol

«Devia haver mais jogos de futebol feminino, este desporto ainda está muito dominado pelos homens»«Fazia maratonas, porque o meu pai corria. Gosto muito de correr»
 

Maria Manuel Sousa viu pela primeira vez um jogo de senhoras
 


Portugal-Japãocontra a França

Mudar de cidade em nome do futebol

«A minha irmã é a capitã da seleção e estamos aqui, especialmente, para a apoiar»«Jogava futsal no União, mas agora estou em stand-by, porque a modalidade já não existe no clube»



«Morávamos em Portimão e fomos viver de propósito para Lagos, só para elas jogarem futebol. Lá é que havia um clube com futebol feminino e estivemos ligados a ele durante dez anos, eu como diretora (vice-presidente para o futebol feminino) e o meu marido foi tirar o curso para poder ser o treinador. Foi, principalmente, em prol da evolução da Cláudia, que jogava futsal e era sempre chamada à seleção de futebol de onze, desde os 14 anos»

Beatriz Neto, mãe de Cláudia, capitã da Seleção Nacional
 



«Era muito complicado jogar em Portugal e por isso ela teve de sair. Já jogou em Espanha (Saragoça e Espanhol) e agora está na Suécia (Linköpings FC)»

«Eu ser jogadora de futebol em Portugal? Não, não dá. Apesar de agora estarmos muito melhores, optar por uma carreira… só no estrangeiro!»

«Depois de seis anos em Espanha fui para a Suécia, porque surgiu a oportunidade de ser profissional. Não podia desperdiçá-la»

«Faço o normal para uma jogadora com esse estatuto. Tenho treinos bi-diários e descanso muito em casa, entre os treinos»«O nosso futebol é mais técnico, lá é mais físico mas estou a adaptar-me bem.»

Carla Couto: «Às vezes nós é que complicamos»



«Às vezes nós é que complicamos, mas não é fácil. É complicado ser jogadora de futebol em Portugal, no sentido em que muitas gostariam de ser profissionais e não são. É difícil porque ainda continuamos a trabalhar depois de muita gente treinar, e por causa dos horários tardios do futebol feminino. Mas é um processo que tem vindo a evoluir e que tem sido uma luta constante das jogadoras»

Carla Couto, embaixadora das seleções nacionais femininas

«Ainda bem que tem evoluído e neste momento há melhores condições, e a vários níveis: infraestruturas, qualidade de técnicos e a própria exigência das jogadoras. Tudo isto tem sido importantíssimo para o desenvolvimento do futebol feminino. Mas tudo o que fazemos ainda não chega, e isso nota-se quando disputamos competições como esta, em que ainda estamos muito distantes dos outros»

«Tem de haver um maior compromisso das jogadoras, de cada vez trabalhar mais e melhor, e se os clubes não têm as condições desejáveis, que elas lutem para que isso aconteça, que exijam aos seus clubes e aos seus treinadores um trabalho sério, para que possamos dar uma resposta mais positiva a nível internacional»



«Os homens que me rodeiam sempre me apoiaram. Enquanto fui jogadora nunca tive problemas, sempre gostaram daquilo que fazia. E já vejo muito interesse dos homens no futebol feminino, mesmo os próprios dirigentes, que já olham para a modalidade com outra seriedade e gosto. Isto é um processo que naturalmente vai evoluir e a própria sociedade vai olhar para o futebol feminino com outros olhos»

Ana Borges: «O Mourinho está cheio de trabalho»



«Ainda não tive a oportunidade de falar com ele, apenas o vi. Os horários não são muito compatíveis e ele está cheio de trabalho. Espero um dia!»

«Comecei a jogar por diversão com os meus amigos na rua, até porque não sabia que existia em Gouveia uma equipa de futebol feminino (Fundação Laura Santos). Conheci a Sílvia (Rebelo), que também joga na seleção, que me incentivou a jogar lá. Fui, e desde esse dia nunca mais queria sair de lá!»

«Se é necessário sair-se de Portugal para se ser profissional? Acho que não. Hoje em dia a atitude da jogadora conta muito, e nesse aspeto, em Portugal são umas verdadeiras profissionais. Temos que lhes tirar o chapéu por serem as jogadoras que são, dado os orçamentos que os clubes têm. E veja-se a forma como representam Portugal, a nível de seleção e de clubes, como o Ouriense que foi longe na Liga dos Campeões»

Vanessa Marques: «Comecei a jogar com os rapazes»

«É outra realidade e também gostaria de jogar no estrangeiro»

«Comecei a jogar muito nova, com os rapazes e sem preconceitos, porque era tratada de igual forma. Comecei a jogar na rua e depois fui para uma equipa. Não sei qual foi a verdadeira razão porque escolhi o futebol, talvez porque goste. A modalidade tem evoluído, as pessoas estão cada vez mais interessadas, e reconhecem o nosso trabalho. E isso é muito bom»

«Tudo é possível! Como já disse, as pessoas estão a dar mais valor ao futebol feminino, o que é muito bom para nós»