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À Flor da Pele: a felicidade

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O Amor, A Tristeza, A Felicidade, O Medo, A Amizade...de todos temos histórias e vivências. 

Há muitas formas de descrever, definir e sentir a Felicidade. 

É permanente? Precisa de ser conquistada?

Surge das coisas simples da vida? 

Do muito que se tem? Ou do pouco que é possível gerir?

Ser feliz é uma opção? Uma escolha?

O Manuel é feliz porque está no Alentejo. A Sandra encontra a Felicidade na entrega aos outros, e o Fábio na entrega a Deus. A Alexandra tem nos filhos a maior riqueza.

O Marco produz outro tipo riqueza que o deixa feliz. O Luís aprendeu a ser feliz, depois de a vida lhe ter trocado as voltas, numa volta de mota.    

Estes são retalhos de Felicidade. 

O caminho de cada um. Apenas isso.
 

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À Flor da Pele: a felicidade

Reportagem À Flor da Pele: a felicidade

 Veja aqui na íntegra

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Felicidade

Nasceu no campo. Manuel Correia vai à cidade, a Lisboa, para ver as filhas, onde sente que o tempo é sempre demais:

“ - Não, não gosto muito da cidade. Quando lá vou, estando lá um dia, é tudo a mais”.

É no “seu” Alentejo que encontra a Felicidade.

Nas lides da terra e dos animais. 

Nas tarefas do dia-a-dia, iguais há 72 anos.

Na família. 

“ - Felicidade? É ter saúde e os meus”. 

Em momentos de convívio. 

No café da terra, entre conversas e cantares, ao domingo à tarde.

As planícies de Castro Verde são o horizonte de uma vida simples.

Até ao fim da vida, não faz “conta de abalar” do sítio onde é feliz: do “seu” Alentejo.

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Felicidade

Não falta à volta das terças-feiras. À noite. Todo o ano.

Colabora com a Comunidade Vida e Paz.

Sandra Santos tem 37 anos. Faz voluntariado desde os 18. 

“ - Felicidade? É eu saber que consigo fazer algo de diferente pelos outros”.

Divide-se entre o ensino primário, a família e as aulas do mestrado. 

Divide-se para chegar aos sem-abrigo, que acarinha, respeita e ajuda. Os sem-abrigo que estabeleceu como prioridade. Uma prioridade que Sandra realiza, com amor:

“- Amor… acho que é a palavra-chave”.
 

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Felicidade

Taissa, Giovanni e Wagner. Os filhos. A prioridade de Alexandra Neto: “Não há maior felicidade do que ser mãe”. E há mais felicidade a caminho. O Edilson está quase a nascer.

Recebe o ordenado mínimo. Desse pouco faz “milagres” para que nada falte. 

É empregada de balcão. Faz turnos de 12 horas. Os filhos não entendem, mas “um dia vão entender”. Nas folgas, o tempo é dedicado a eles. Juntos, a felicidade está-lhes estampada nos rostos. 

“ - Se podemos rir, porque não rimos?”. Só assim afasta as dificuldades do dia-a-dia. Ri sem medos. Ri de forma inesperada. Ri com entusiasmo. 

Tem um riso contagiante, que fica no ouvido.
 

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Felicidade

Da felicidade de quem tem pouco para a de quem tem quase tudo.

“As piores coisas que me aconteceram ao longo da vida, as dificuldades, tornaram-se mais feliz.”

Marco Galinha é empresário. Começou a trabalhar muito novo, convicto de que queria criar um projeto próprio. E conseguiu. Não consegue estar parado. Não gosta de estar de férias.

Lidera 300 funcionários, num grupo composto por várias empresas de diversos setores. 

Em 2017, o volume de negócios rondou os 260 milhões de euros.

“- O dinheiro traz felicidade? Depende de como se usa o dinheiro”.

É um homem preocupado com a felicidade interior. Preocupado com a riqueza espiritual necessária, garante, para gerir e distribuir a outra riqueza que produz.

Riqueza espiritual que o ajuda a defender-se das “coisas más” que o dinheiro pode trazer.
 

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Felicidade

As dúvidas fizeram parte do caminho e a vocação amadureceu durante a juventude.

Entrar para o seminário foi a “escolha certa”.

Fábio Bernardino é um jovem padre de 30 anos, na Sé de Leiria.

Procura a felicidade, todos os dias, na entrega a Deus: “A felicidade, neste mundo, será sempre uma felicidade em construção”.

Estar disponível para “o outro” é a grande vocação. Um dom de Deus, garante, que o faz feliz: “Nisso encontro a minha felicidade”.
 

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Felicidade

10 de junho de 2003. 

Dia do 30º aniversário.

Um acidente de mota deixou Luís Costa em coma durante cinco dias.

Quando acordou, foi informado de que tinha de amputar a perna direita.

Tinha trinta anos acabados de fazer e um filho acabado de nascer. 

Depois de meses de revolta e tristeza, decidiu agarrar a vida: 

“- Estar vivo já é uma grande felicidade”. 

O desporto ajudou-o a encontrar-se e a encontrar um novo caminho. 

É paraciclista. Medalhado. Dentro e fora de Portugal.

Sente-se realizado no desporto e é feliz na superação permanente. Todos os dias.

Concilia a competição com a profissão e com a família: “Tenho uma vida familiar estável, agradável, tenho amigos, tenho trabalho… tenho tudo. Tenho tudo o que alguém precisa para ser feliz”.   
 

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"O Caminho da Felicidade", Delfins

Primeiro, o sol aquece-nos o corpo,

Depois a brisa sopra na fogueira.

São 20 anos que pedem um certo gosto.

São 20 anos vistos doutra maneira.

 

Para chegar eu não tenho idade.

Esta viagem é realidade.

Para tentar não me falta o tempo.

Estas palavras não as leva o vento.

 

Ai! Trago emoção!

Ai! Forte como um leão!

 

Segundo, alguém toca-nos no ombro,

Quer-nos impor a cor doutra bandeira.

Terceiro, dois homens batem um no outro,

E eu passo ao lado a vender a minha ideia.

 

Para chegar eu não tenho idade.

Esta viagem é realidade.

Para tentar não me falta o tempo.

Estas palavras não as leva o vento.

 

Ai! Trago emoção!

Ai! Forte como um leão!

 

 

Ana Valente