TVI24

Parabéns, TVI24

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Régie

Foi no dia 26 de fevereiro de 2009, há precisamente 12 anos, quando o relógio marcava 21:00, que a TVI24 nasceu. O primeiro rosto do canal foi o jornalista Henrique Garcia, que na altura apresentava um dos espaços informativos.

"Independência, isenção, inconformismo, irreverência. Informação 24 horas por dia, 365 dias por ano. Começa aqui o Jornal do Dia", disse o jornalista, abrindo espaço depois à apresentação da primeira notícia do canal, que foi apresentada pelo diretor-geral da TVI na altura, José Eduardo Moniz.

A primeira peça, lançada pelo diretor, era sobre economia e enfatizava as dificuldades dos portugueses, numa altura em que Portugal e o mundo viviam numa profunda crise económica.

"Boa noite. Os portugueses nunca estiveram tão pessimistas. Os indicadores de confiança divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística atingiram o valor mais baixo dos últimos 23 anos. É um dos sinais mais evidentes que a crise se entranhou no país e de que a recessão económica é cada vez mais profunda", lançou.

"Finalmente no ar. Somos um canal que surge com ambição, de servir bem os portugueses, de proporcionar uma informação séria, independente e verdadeira", vincou.

A emissão da TVI24 pode hoje ser vista em diferentes plataformas. As reportagens, entrevistas e programas estão também disponíveis em diversas aplicações móveis.

Parabéns também a si que nos acompanha.

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O arranque da TVI24

O ARRANQUE DA TVI24

Foi assim a estreia do nosso canal, com Henrique Garcia e José Eduardo Moniz

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12 anos, 12 acontecimentos

Em mais de uma década foram inúmeros os acontecimentos que marcaram Portugal e o mundo.

Para assinalar este aniversário da TVI24, selecionámos 12 acontecimentos nacionais e internacionais que ficarão para sempre na nossa memória.

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Fotos oficiais do casamento real (Lusa/Epa)

1 - O casamento do Século

Foi no dia 29 de abril de 2011 que o filho mais velho da Princesa Diana e do Príncipe Carlos, William, deu o nó com Kate Middleton, uma jovem do sul de Inglaterra. Com a união, tornaram-se duques de Cambridge.

Mais do que uma simples união, o casamento real representou uma renovação da monarquia britânica.

A TVI e a TVI24 acompanharam este casamento com uma emissão especial ao longo de todo o dia.

 

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Naquele dia, cerca de 2 mil milhões de pessoas assistiram à cerimónia pela televisão. Presencialmente, na Abadia de Westminster, estiveram perto de 2 mil convidados.

Por ser o segundo na linha de sucessão ao trono, o casamento de William foi considerado uma cerimónia de Estado e, por isso, vários líderes políticos foram convidados. 

Além de todos os embaixadores no Reino Unido, o primeiro-ministro da altura, David Cameron, também esteve presente. Já as festas foram mais privadas – apenas 600 participaram da receção no Palácio de Buckingham e 300 do jantar.

Na altura, o embaixador português no Reino Unido, João de Vallera, foi o único português conhecido na lista de convidados. O diplomata foi convidado na qualidade de representante de Portugal mas, à semelhança de outros embaixadores estrangeiros, não teve direito a acompanhante.

 

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O casamento real em imagens

Os noivos, o vestido, os convidados e a decoração. Veja a galeria de fotos.

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Japão assinala um ano após sismo e tsunami que causaram 10 mil mortos (Reuters)

2 - Um dos sismos que o mundo jamais irá esquecer

O Japão está prestes a assinalar o décimo aniversário do sismo e tsunami que devastaram, em 2011, o nordeste do país. A catástrofe natural causou mais de 18 mil mortos e desencadeou uma crise nuclear.

No dia 11 de março daquele ano, um maremoto de magnitude 9 na escala de Richter arrasou a região de Tohoku e causou graves danos na central nuclear de Fukushima.

Todos os anos, o Governo do país presta homenagem a todas as vítimas desta catástrofe, que foi considerada a pior desde a II Guerra Mundial.

A TVI e a TVI24 tiveram uma equipa de enviados especiais a Fukushima.

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Antes e depois: as imagens da destruição

O serviço Street View do Google revelou imagens impressionantes da catástrofe que atingiu a costa nordeste do Japão a 11 de março de 2011.
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Sismo Japão, março de 2011

Fukushima: o momento da explosão

E, como se costuma dizer, "uma desgraça nunca vem só".

O vídeo que se segue mostra a explosão do reator 2. Três dos seis reatores da central nuclear de Fukushima ficaram danificados.

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Síria (vários contigentes estrangeiros continuam no país)

3 - Síria: uma guerra sem fim à vista

De acordo com o mais recente balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), a guerra na Síria, que dura há nove anos, já provocou a morte de 387.000 pessoas.

Os efeitos colaterais do conflito também se refletem noutros números: dos 22 milhões de pessoas que habitavam a Síria antes da guerra, mais de 11,5 milhões encontram-se deslocados e cinco milhões encontram-se refugiados noutros países, nomeadamente na Turquia, Jordânia, Líbano, Egito e Turquia.

Na região continua uma guerra de interesses, apoiada, de um lado pelos Estados Unidos, que estão com os rebeldes, enquanto a Rússia apoia o regime vigente, liderado por Bashar al-Assad.

De acordo com o relatório, no ano passado, a guerra na Síria fez 6.817 mortes, o número mais baixo desde que estalou a revolta, em 2011, e inferior aos 11.200 em 2019.

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TVI na Síria: "Não vi uma única criança rir"

"Não vi uma única criança a rir"

No final de 2016, uma equipa de reportagem da TVI aterrou em Beirute, no Líbano, e foi para Alepo, na Síria, o espelho de uma das maiores tragédias da atualidade.

Durante três semanas, os repórteres Rui Araújo e Tiago Ferreira percorreram o país, sem censores nem cicerones. Uma reportagem feita num país em guerra, não autorizada pelo governo sírio.

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Repórter TVI: "Síria, à distância de um tiro"

Repórter TVI: "Síria, à distância de um tiro"

(Re) Veja a reportagem 

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Ricardo Salgado

4 - A queda do império Espírito Santo

A 3 de agosto de 2014, um domingo, Carlos Costa, na altura governador do Banco de Portugal, comunicava que o Banco Espírito Santo, no âmbito da medida de resolução, ia ser dividido em dois: numa parte boa (que toma a designação de Novo Banco) e numa parte má que ficava com os ativos tóxicos da instituição.

A descoberta de fraudes, os prejuízos do BES de 3,6 mil milhões de euros, no primeiro semestre de 2014, os maiores da história da banca em Portugal, e o incumprimento de regras exigidas pelos reguladores e supervisores para operar no setor bancário levaram ao fim da instituição centenária fundada pela família Espírito Santo, considerada a última dinastia de banqueiros em Portugal.

A medida de resolução deixou milhares de clientes do banco 'sem chão'. Em 2017 foi encontrada uma solução (entre a associação de lesados, Governo, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Banco de Portugal) para estes clientes que, aos balcões do BES, investiram 434 milhões de euros em papel comercial das empresas Espírito Santo Financial e Rio Forte, e cujo investimento perderam com o colapso do Grupo.

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José Sócrates

5 - Prisão de Sócrates: um caso inédito

Nunca antes em Portugal um ex-primeiro-ministro tinha sido detido, tinha estado em prisão preventiva ou tinha sido acusado de corrupção. O caso ficou conhecido como 'Operação Marquês'.

Desde a detenção do antigo primeiro-ministro - em novembro de 2014 - passaram quase sete anos, num processo que muitos dizem ser o mais importante do regime democrático.

No dia 21 desse mês, no último voo da noite, José Sócrates foi detido no aeroporto de Lisboa, quando regressava de Paris.

Esteve dez meses em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora para depois se manter em prisão domiciliária com vigilância policial.

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O momento da detenção: como tudo aconteceu

O momento da detenção: como tudo aconteceu

Depois de ter sido detido, Sócrates passou a noite no Comando Metropolitano de Lisboa e antes de ser presente ao juiz de instrução criminal acompanhou as buscas à casa onde vivia, na rua Braamcamp

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"Acusação é monstruosa"

Por diversas vezes durante o processo, Sócrates afirmou que a acusação era "monstruosa, injusta e completamente absurda".

Quase sete anos depois da detenção do ex-primeiro-ministro, a decisão sobre a ida a julgamento dos arguidos da Operação Marquês deverá ser conhecida no primeiro trimestre deste ano.

Ministério Público pede mão pesada

O procurador do Ministério Público Rosário Teixeira pediu que os 28 arguidos sejam julgados pelos crimes de que estão acusados, que vão desde a corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal, entre outros, alegando que só dessa forma se pode evitar a desconfiança dos cidadãos na igualdade de tratamento perante a Justiça.

O acusador argumentou que os factos investigados "merecem ser levados a julgamento para um cabal esclarecimento".

Num processo com 28 arguidos (19 pessoas e nove empresas), foram realizados na fase de instrução 11 interrogatórios a arguidos e inquirição de 44 testemunhas, o que perfaz mais 133 horas.

Além da análise dos elementos de prova, ao tribunal foram colocadas 73 questões jurídicas, entre nulidades processuais, questões sobre inconstitucionalidade e de enquadramento jurídico-penal, a somar aos oito pareceres jurídicos, num total de 1.074 folhas.

A acusação do MP, elaborada por sete procuradores, é composta por 11 volumes (mais de 5.000 folhas), 14.084 segmentos de factos e 189 crimes, dos quais 31 ilícitos penais atribuídos ao ex-primeiro-ministro.

Em causa estão quase 200 crimes económico-financeiros e do rol de arguidos consta, além do ex-chefe do Governo, o ex-banqueiro no Grupo Espírito Santo Ricardo Salgado, o ex-ministro e antigo banqueiro Armando Vara, oZeinal Bava e Henrique Granadeiro, da Portugal Telecom, o empresário Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates, e os empresários Carlos Barroca, Helder Bataglia.

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Reabertura do Bataclan

6 - 13 de novembro de 2015: uma noite de terror

Foi considerado o maior ataque em solo francês depois da II Guerra Mundial.

O terror começou com ataques junto ao Stade de France, em dois restaurantes, mas o mais mortífero de todos aconteceu numa sala de espetáculos no centro da capital francesa.

No Bataclan, 90 pessoas foram assassinadas durante um concerto dos Eagles of Death Metal. Ao todo, nessa noite, 130 pessoas perderam a vida e mais de 400 ficaram feridas.

Os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico e foram levados a cabo por sete terroristas.

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Tiroteio no Bataclan

Tiroteio interrompe concerto no Bataclan

O momento em que tudo começou

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O início do julgamento chegou a estar marcado para janeiro, mas não arrancou. Deverá acontecer em setembro.

No banco dos réus não haverá nenhum terrorista que tenha sido diretamente responsável pelas 131 mortes do 13 de novembro no Stade de France, no Bataclan e nas esplanadas do 11.º bairro já que todos foram abatidos após os ataques, mas há figuras-chave que terão participado na conceção e preparação dos atentados.

Desde logo Salah Abdeslam, o único sobrevivente dos operacionais do 13 de novembro que terá transportado três terroristas até ao Stade de France e deveria utilizar um colete de explosivos para levar a cabo outro ataque, tendo, no entanto abandonado os explosivos e fugido para a Bélgica.

Outro acusado que será julgado é Mohamed Abrini que terá acompanhado os terroristas até à região parisiense, tendo um papel importante no financiamento e na facilitação de armas para o ataque.

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Porteira portuguesa ajudou vítimas do Bataclan

Porteira portuguesa ajudou vítimas do Bataclan

Margarida Sousa acolheu 40 pessoas na noite dos atentados. Um ato heroico que lhe valeu uma distinção por parte do Presidente da República

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Conflitos em 2020

7 - A crise dos refugiados

O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

Conflitos armados e guerras têm provocado a deslocação em massa de refugiados por todo o mundo, principalmente desde 2015, mas é na Europa que se têm vivido das situações mais dramáticas.

Quem não se lembra da fotografia de Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos cujo corpo deu à costa na praia turca de Bodrum? A imagem correu o mundo e tornou-se num dos mais tristes símbolos da crise que envolve os refugiados.

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A família Kurdi vivia em Kobane, na Síria. Numa noite, decidiu pela segunda vez - já tinha tentado ir para o Canadá - que era altura de deixar anos de guerra para trás e ir à procura de uma vida melhor.

Numa pequena embarcação - juntamente com outras dezenas de migrantes - Alan Kurdi, o pai, a mãe e o irmão, de apenas cinco anos, iniciavam a mais perigosa viagem das suas vidas. Da Turquia tentavam chegar à ilha grega de Kos.

Mas a família nunca chegou ao destino. Cerca de 30 minutos depois do início da travessia, a embarcação naufragou. Só o pai sobreviveu. O corpo do menino deu à costa numa praia da Turquia e não deixou ninguém indiferente.

Nascer ou viver num país em guerra é para muitos é uma sentença de morte. Para quem sobrevive significa ter todos os motivos do mundo para procurar um lugar seguro.

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Repórter TVI: "Indesejados"

Repórter TVI: "Indesejados"

A TVI esteve em campos de refugiados na Grécia onde nunca antes uma televisão portuguesa entrou.

Uma reportagem de André Carvalho Ramos com imagem de Júlio Barulho e edição de Miguel Freitas.

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Segundo os dados revelados pela Comissão Europeia no final do ano passado, o número total de pessoas deslocadas por causa de guerras, perseguições ou violações dos direitos humanos ascende a quase 80 milhões.

Os refugiados não enfrentam só problemas nas viagens que fazem em condições desumanas. Os que conseguem chegar a terra firme deparam-se depois com episódios discriminatórios e, ao longo dos últimos anos, vários países recusaram acolhê-los.

A Polónia, a Hungria e a República Checa violaram a lei europeia ao recusar receber requerentes de asilo no âmbito de um esquema acordado pela União Europeia em 2015. O esquema de recolocação pretendia aliviar os países nas fronteiras externas da UE quando mais de um milhão de refugiados atravessaram o Mediterrâneo para chegar sobretudo a Itália e à Grécia.

O país do mundo com maior número de refugiados é a Turquia. Em números absolutos, a Alemanha tem perto de 150 mil refugiados, logo seguida de França, Espanha, Itália e Grécia, onde se situa o maior campo da Europa.

De acordo com dados do Governo, no âmbito do Programa Voluntário de Reinstalação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Portugal já recebeu 620 refugiados.

O Estatuto dos Refugiados, adotado pela Convenção das Nações Unidas em 1951, prevê que um refugiado não pode ser expulso de um país ou devolvido ao seu país em situações que coloquem em risco sua vida e liberdade.

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Quer a bola do golo de Éder?

8 - Euro 2016: o dia histórico

Não foi um caminho fácil, mas o dia 10 de julho de 2016 acabou por ficar para a história do futebol e do país quando a seleção portuguesa se tornou campeã da Europa.

Portugal vibrou com a equipa das quinas ao longo de toda a competição, mas foi no dia da final, em que Portugal defrontou a França, que o país parou.

Nesse domingo de verão, os homens de Fernando Santos entraram em campo com a mesma determinação de sempre e, fora das quatro linhas, era a esperança que reinava.

Não se pode dizer que o jogo tenha começado bem. Portugal perdeu Cristiano Ronaldo por lesão. O capitão sofreu uma entrada de Payet aos oito minutos e ainda ficou em campo, mas acabou por cair em lágrimas. Voltou, depois de ser assistido, mas pouco depois teve mesmo de sair, levava o jogo 25 minutos. 

Sempre à procura da vantagem, foi já no prolongamento que a seleção começou a acreditar na vitória quando Éder, o último jogador a sair do banco por Portugal, marcou aos 109 minutos o golo que deu vantagem a Portugal.

A jogada valeu a Portugal, pela primeira vez, o título de Campeão da Europa. 

 

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105 FOTOS

Portugal vence o Euro 2016

As imagens dentro de campo

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O batismo do avião da seleção com as cores da bandeira portuguesa

O batismo do avião da Seleção com as cores de Portugal

Seleção portuguesa chega ao aeroporto de Lisboa

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O percurso dos campeões

Depois de aterrar em Lisboa, a seleção percorreu as ruas da capital onde foi recebida por multidões em festa.

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Seleção em Belém

"A diferença entre hoje e ontem é que hoje temos mais razões devido a vocês para acreditarmos em Portugal. Viva Portugal"

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República (2016)

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Donald Trump sai do hospital

9 - A eleição de Donald Trump

"Comprometo-me a ser o Presidente de todos os norte-americanos. Para aqueles que não me escolheram, peço ajuda para trabalharmos juntos"

 

Donald Trump (2016)

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O que parecia altamente improvável, aconteceu: Donald Trump, o multimilionário que foi estrela de um reality show, o candidato que prometeu construir um muro na fronteira com o México, o homem que foi acusado de racismo e misoginia, foi eleito para liderar os destinos da maior potência mundial.

Em novembro de 2016, Trump derrotou Hillary Clinton e tornou-se o 45.º Presidente dos Estados Unidos, sucedendo a Barack Obama.

Ao longo de quatro anos, foram muitas as afirmações e decisões polémicas que marcaram o seu mandato.

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O fim

A página 'presidência Trump' foi virada após Joe Biden ter sido escolhido para liderar o destino do país, nas eleições de novembro do ano passado, mas nem esse foi um processo fácil.

Só no dia 15 de janeiro é que o presidente cessante dos Estados Unidos admitiu a vitória do rival democrata, mas mesmo assim insistiu, sem apresentar provas, que houve fraude.

 

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(REUTERS)

10 - #MeToo, o fenómeno contra o assédio sexual

Foi em outubro de 2017 que as mulheres puseram em marcha o movimento "MeToo". O primeiro passo foi dado pela atriz Alyssa Milano através das redes sociais e ganhou uma adesão sem precedentes.

O movimento, que denuncia as agressões sexuais cometidas por homens com poder, tinha como principal objetivo incentivar as mulheres a mostrarem solidariedade entre si.

Um dos casos mais mediáticos envolveu o produtor norte-americano Harvey Weinstein, acusado de assédio de abuso sexual por mais de oitenta mulheres, entre as quais Gwyneth Paltrow, Ashley Judd e Angelina Jolie.

Depois destas denúncias - e que levaram Harvey Weinstein a ser despedido da empresa que cofundou e à sua expulsão de várias associações e organizações -  nomeadamente da Academia de Hollywood, outros casos foram surgindo.

Entre os acusados de assédio e abusos sexuais, mas também de má-conduta sexual, estão atores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman, o ex-presidente da Amazon Studios Roy Price, os realizadores Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e o comediante norte-americano Louis C.K.

No Reino Unido, o deputado Kelvin Hopkins, do Partido Trabalhista, foi suspenso por alegado assédio sexual, o ministro da Defesa, Michael Fallon, demitiu-se por comportamento impróprio com uma jornalista, e outros dois ministros foram acusados de assédio.

Também toda a Ópera Metropolitana de Nova Iorque suspendeu toda a colaboração com o maestro James Levine, alvo de denúncias de agressões sexuais.

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A personalidade do ano para a TIME

A personalidade do ano para a Time

O peso do movimento foi tal que, dois meses depois, a revista Time elegeu os participantes do movimento como "Personalidade do ano".

A revista chamou-lhes as "quebradoras de silêncio".

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Greta Thunberg chega a Portugal

11 - Por um mundo melhor

Aos 8 anos vi um filme na escola sobre as consequências do plástico nos oceanos e sobre o aquecimento global. Os meus colegas ficaram preocupados, mas depois foram pensar noutras coisas. Eu não consegui. Aquelas imagens ficaram-me na cabeça"

Greta Thunberg

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A voz da mudança

Com apenas 18 anos - feitos no passado dia 3 de janeiro - Greta Thunberg é o rosto da mais nova geração de ativistas do clima da atualidade. 

Já viajou pelo mundo inteiro e arrasta multidões consigo. O objetivo: cobrar ações concretas aos políticos contra a crise climática.

"Os adultos dizem: 'devemos dar esperança aos jovens'. Mas eu não quero esperança. Eu quero que vocês estejam em pânico. Quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. E eu quero que vocês comecem a agir de uma vez por todas, tal como se estivéssemos numa crise. Quero que vocês ajam como se a casa estivesse a arder, porque está", disse a ativista no Fórum Económico de Davos, em 2019, apenas um dos muitos eventos em que já discursou.

Em agosto de 2018, a sueca começou a faltar às aulas todas as sextas-feiras para protestar em frente ao Parlamento do seu país. O ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e foi seguido pelo mundo todo sob o nome de Fridays For Future.

Em pouco tempo saltou para os palcos do mundo. Lado a lado com vários líderes europeus, a jovem já discursou em inúmeros eventos, como a Cimeira do Clima, o Fórum Económico e Social e até nas Nações Unidas. 

O ano passado Greta Thunberg recebeu o Prémio Gulbenkian para a Humanidade e, em 2019, foi eleita 'Personalidade do Ano' pela revista Time.

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O discurso de Greta Thunberg na cimeira do Clima

O discurso de Greta Thunberg na cimeira do Clima

Um grito emocionado de alerta. Foi assim o discurso da ativista sueca perante o mundo.

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12 - O primeiro Estado de Emergência da democracia

Já se ouvia falar de um vírus que tinha aparecido na China, mas ainda pouco se sabia sobre ele. No entanto, em poucos meses, a vida dos portugueses mudou.

Os alarmes começaram a soar na Europa quando o norte de Itália começou a relatar vários casos de covid-19, como um efeito de bola de neve se tratasse, uma situação que rapidamente se descontrolou.

Em Portugal, os dois primeiros casos de infeção surgiram a 2 de março e no dia 16 morreu o primeiro doente vítima da infeção. De olhos postos em Itália, o Governo apressou-se a tomar medidas, mas estávamos longe de imaginar o que aí vinha.

Dois dias depois, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reuniu o Conselho de Estado para discutir o recurso ao Estado de Emergência, declaração que seguiu logo depois para a Assembleia da República onde foi aprovada.

O primeiro Estado de Emergência vigorou durante 45 dias seguidos, de 19 de março a 2 de maio.

"É a democracia a usar os meios excecionais que ela própria prevê para tempos de gravidade excecional. Não é uma interrupção da democracia, é a democracia a tentar impedir uma interrupção irreparável na vida das pessoas", argumentou o chefe de Estado, numa declaração ao país.

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“Uma decisão excecional num tempo excecional”

"Uma decisão excecional, num tempo excecional"

Após a aprovação do Estado de Emergência, Marcelo Rebelo de Sousa falou ao país.

18 de março de 2020

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Confinamento em Portugal

Um novo mundo, uma nova realidade

Da noite para o dia, as ruas ficaram desertas e os portugueses tiveram de se adaptar a uma nova realidade.

O Governo decretou uma série de medidas nunca antes vistas, entre as quais, dever de recolhimento obrigatório, recurso ao teletrabalho, fecho do comércio a retalho e restaurantes (apenas era permitido o take away), fecho de cabeleireiros, bares e discotecas, fecho de escolas em todos os níveis de ensino e, sair de casa, só mesmo para o essencial.

Apenas se mantiveram abertas as lojas de primeira necessidade, como supermercados e farmácias.

E se esta Páscoa se avizinha diferente daquela a que estamos habituados, recorde-se que já o ano passado a circulação entre concelhos nesse período esteve proibida. 

Passado quase um ano vivemos o décimo segundo Estado de Emergência da democracia, numa altura de confinamento geral, que em muito se assemelha ao primeiro.

 

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Estamos aqui, por si

Em 12 anos, muita coisa mudou na TVI24. Mas, nestes tempos difíceis, estivemos sempre aqui. Por si.

Por: Lara Ferin