TVI24

Pela prevenção da obesidade infantil

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Neste Natal, a TVI volta a aliar-se à Missão Continente que pretende este ano financiar projetos de prevenção da obesidade infantil. As crianças portuguesas ingerem proteínas em excesso, não comem hortícolas diariamente e abusam nos refrigerantes.

Três em cada dez crianças em idade escolar têm excesso de peso e 12% sofrem de obesidade. São os melhores resultados da última década, mas ainda preocupantes.

Este é um problema de saúde pública transversal a todas as regiões do país, mas com especial incidência nas ilhas.

A região com a maior taxa de obesidade infantil é o arquipélago dos Açores: cerca de 36% das crianças em idade escolar tem peso a mais e 18% sofre de obesidade. Segue-se a Madeira: 31,6% tem excesso de peso e 13,6% obesidade

Uma alimentação errada é uma das causas diretas deste problema, que tem impacto na saúde e que tende a agravar-se com a idade.

As crianças portuguesas ingerem proteínas em excesso, não comem hortícolas diariamente e abusam nos refrigerantes.

Os especialistas admitem que se trata de um problema de reeducação alimentr e que a solução tem de começar em casa.

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A missão de um grupo de crianças contra os maus hábitos alimentares

A missão de um grupo de crianças contra os maus hábitos alimentares"

Em Odemira, alunos do quarto ano decidiram criar uma página no YouTube com vídeos que eles próprios fazem em vários locais do concelho. O projeto chama-se "O chefe sou eu" e mereceu o apoio da Missão Continente.

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Obesidade infantil: 52% das crianças não consomem hortícolas diariamente

52% das crianças não consomem hortícolas diariamente

Os números são alarmantes. Em Portugal, 3 em cada 10 crianças tem excesso de peso, por isso, decidimos fazer as contas ao sal e açúcar que colocamos nas lancheiras dos mais novos.

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Projeto criou "mini" hortas em escolas de Esposende

Projeto criou "mini" hortas em escolas de Esposende

São 23 escolas do Ensino Básico do município de Esposende que estão equipadas com "mini" hortas.

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Obesidade infantil: pais queixam-se que a falta de tempo é o principal problema

Pais queixam-se que a falta de tempo é o principal problema

O sedentarismo e o uso excessivo das novas tecnologias contribuem para o excesso de peso infantil.

Cerca de 67% das crianças até aos 3 anos utilizam tablets ou telemóveis. Apenas 2% brincam na rua. 

Os pais portugueses consideram que o principal problema é a falta de tempo devido aos horários laborais.

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Obesidade afeta 30% das crianças portuguesas

Obesidade afeta 30% das crianças portuguesas

Na maioria dos casos, o excesso de peso começa nos primeiros anos de vida.

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Três em cada dez crianças em idade escolar têm excesso de peso

Três em cada dez crianças em idade escolar têm excesso de peso

12% sofrem de obesidade. São os melhores resultados da última década, mas ainda preocupantes.

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"Nas escolas, a partir das 16:00, devia ser tempo para a criança. As AEC são uma praga"

"Nas escolas, a partir das 16:00, devia ser tempo para a criança. As AEC são uma praga"

O professor Carlos Neto, investigador da Faculdade de Motricidade Humana, alerta que as crianças estão cada vez menos ativas, o que prejudica o desenvolvimento físico e mental.

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Meco: "Este acórdão vem demonstrar que os pais tinham razão"

Estado condenado por falhas na investigação às mortes de estudantes no Meco

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que a investigação foi ineficaz e condenou o Estado português a pagar 13 mil euros ao pai que intentou processo em nome das famílias, mais 7,118 euros de custas judiciais

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) decidiu que o Estado português deve indemnizar em 13 mil euros o pai de Tiago Santos, um dos jovens que foram arrastados do areal na praia do Meco durante uma praxe em 2013.  

José Carlos Soares Campos recorreu para as instâncias europeias depois de, em Portugal, o caso ter sido arquivado, por se considerar que não tinha havido crime. Além dos 13 mil euros, deverá receber ainda 7,118.51 euros por despesas relacionadas com o processo.

O tribunal considerou que a investigação não satisfez os requisitos referentes à proteção do direito à vida, sobretudo porque uma série de medidas urgentes podiam ter sido tomadas logo após a tragédia do Meco (em dezembro de 2013), na qual morreram seis estudantes da Universidade Lusófona, em Lisboa, que participavam numa cerimónia de praxe na praia.

Contudo, considerou que não havia vazio legal no que se refere às praxes uma vez que a legislação nacional continha já uma série de “disposições penais, civis e disciplinares destinadas a prevenir, suprimir e punir ofensas pôr em risco a vida das pessoas ou a sua integridade física ou psicológica”, notando aiinda que, efetivamente, não havia legislação específica para a praxe académica.

Atrasos na investigação questionados

A decisão foi divulgada esta terça-feira, considerando o tribunal europeu que "a casa onde as vítimas tinham ficado deveria ter sido protegida e o acesso barrado a todas as pessoas não ligadas à investigação, de forma a impedir interferência com as provas e a limpeza do apartamento". O tribunal assinala ter ficado particularmente perplexo pelo facto de tanto os familiares das vítimas como outras pessoas terem tido acesso sem restrições ao local.

O tribunal questiona ainda que a análise forense tenha acontecido apenas a 11 de fevereiro de 2014 - o corpo de Tiago Santos foi recuperado na manhã de 15 de dezembro de 2013. 

 

Assinala-se tambem na decisão do TEDH que as roupas e o computador do único sobrevivente deveriam ter sido imediatamente apreendidas e analisadas, o que só aconteceu a 7 de março de 2014. E a reconstituição do sucedido, que deveria ter sido feita logo que possivel, foi feita apenas a 14 de fevereiro daquele ano. 

O tribunal refere também que não há explicação para o facto de as autoridades não terem imediatamente recolhido depoimentos de todos os presentes nas imediações, incluindo vizinhos e responsáveis pela casa onde ficaram os estudantes. "Essas pessoas não deram testemunho até 8 e 10 de fevereiro, um mês e meio depois do sucedido". 

Assinala-se ainda que a investigação começou apenas "um mês depois" das mortes, altura em que foi aberto inquérito no Ministério Público de Almada. 

Advogado diz que ação é de todas as famílias

Em declarações à TVI24, o advogado das famílias dos jovens que morreram no Meco, Parente Ribeiro, sublinhou que o processo junto do TEDH foi intentado em nome de um dos pais mas em representação de todos os familiares das seis vítimas. "A ideia era demonstrar que estes pais não pretendem dinheiro, pretendiam justiça, porque o Ministério Público teve esta conduta", frisou. 

 

Para Parente Ribeiro, o acórdão do tribunal europeu vem "demonstrar que os pais têm razão, que a luta que travaram era uma luta com fundamento"

O advogado referiu ainda que, em termos penais, o processo "está morto", por ter sido condicionado pelo Ministério Público a terminar com o arquivamento, mas que decorre ainda uma ação civil, que visa a Universidade Lusófona e o único sobrevivente daquela noite, João Gouveia. Os pais pretendem assim provar, frisa Parente Ribeiro, que "os seus filhos morreram numa situação de praxe levada acabo por João Gouveia e com total conhecimento da Universidade Lusófona".

"O dinheiro não traz os nossos filhos de volta"

José Soares Campos, que intentou a ação no TEDH, lamenta ter sido obrigado a recorrer às instâncias europeias para que dessem razão às famílias. "Foi a maçonaria a funcionar ao mais alto nível", denunciou, garantindo que a investigação do Ministério Público foi condicionada "em defesa da universidade".

"Os portugueses não conhecem bem o processo e, felizmente, alguém independente deu-nos razão", sublinhou em declarações à TVI24.

As provas que nós tínhamos diziam tudo, todas as provas apresentadas eram credíveis, foi o Ministério Público que desfez essas provas todas", acrescentou. 

 

José Campos disse ainda que "o processo é de todos os pais" e que o destino do dinheiro da indemnização será decidido de forma conjunta. "O dinheiro não traz os nossos filhos de volta", rematou.