A colaboração com Espanha na gestão dos rios internacionais é «construtiva» e ambas as partes «convergem no essencial», devendo Espanha repor, nos próximos meses, a água equivalente ao incumprimento do caudal do Tejo, disse a ministra do Ambiente.

Em entrevista à Lusa em Sevilha - onde participa na reunião informal dos ministros do Ambiente - Dulce Passáro referiu-se à excelente colaboração entre os dois países em matéria de água, considerando que Portugal e Espanha querem reforçar a Convenção da Albufeira.

«Pode sempre fazer-se mais. Mas concordamos na necessidade de reforçar o secretariado da convenção, com mais recursos técnicos para se aprofundarem mais os temas e haver mais eficiência, designadamente nas trocas de informação», afirmou.

«Mas isso não é um problema e é facilmente ultrapassável. Temos uma relação construtiva. Ainda esta semana a reunião que ocorreu permitiu convergir no essencial», disse.

«Vai haver a reposição dos caudais, de acordo com os nossos interesses», explicou.

O calendário para a reposição dos cerca de 300 hectómetros cúbicos de águas correspondentes ao valor de incumprimento do caudal mínimo do Tejo, correspondente ao último ano hidrológico, ainda não está definido.

Ainda assim essa reposição foi acordada na reunião de quinta-feira que uma delegação portuguesa, liderada pelo embaixador Santa Clara Gomes, manteve com responsáveis do Ministério do Ambiente espanhol para aprovar o relatório conjunto sobre a situação hidrometeorológica das bacias hidrográficas luso-espanholas.

Noutra matéria, Dulce Pássaro explicou que . «Somos contra. É essa a posição. A indicação que tenho é que, pelo momento o dossier está parado. Foi a indicação que nos foi transmitida (pelas autoridades espanholas)», disse.
Redação / CP