O programa e-escolinha, responsável pela distribuição de computadores «Magalhães» aos alunos do primeiro ciclo, custou 20 milhões de euros aos operadores de telecomunicações. Já o contributo do Estado não ultrapassará os 50 milhões de euros.

De acordo com o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Paulo Campos, «o envolvimento dos operadores [TMN, Vodafone e Optimus] com o e-escolinha é de 20 milhões de euros», sendo que o programa resultou em «alguns milhares de adesões» à Internet de banda larga.

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Paulo Campos disse ainda, à margem da entrega de prémios de criatividade da Zon, que o programa custou entre 40 a 50 milhões de euros à Acção Social Escolar (ASE) e voltou a garantir que não houve adjudicação directa à JP Sá Couto.

«A Comissão Europeia pediu esclarecimentos sobre o programa no seu todo. Há cerca de dez marcas que foram escolhidas para fornecer os computadores e, dentro do programa, cada operador escolheu a melhor oferta», atirou.

Já no caso do e-escolas, Paulo Campos admitiu que as verbas para o programa «estão esgotadas» mas ainda assim «o programa está em funcionamento».

Recorde-se que, de acordo com o Governo, foram entregues 400 mil computadores «Magalhães», que tiveram um custo de 208 euros.
Carla Pinto Silva