O presidente da EDP, António Mexia, disse esta segunda-feira que a operação de venda da última participação do Estado na elétrica foi «um sucesso», considerando que «foi bom ver [a reprivatização] resolvida em duas horas ao fim de 15 anos».

No dia em que as ações correspondentes a 4,14% do capital da EDP, vendidas na quinta-feira pela Parpública, foram admitidas em bolsa, António Mexia garantiu que nada vai mudar na elétrica.

«Nada muda, mas é importante que ao fim de 15 anos tenhamos a consciência que hoje a EDP passou a ser uma empresa 100% privada, com a saída do Estado», declarou o presidente da elétrica, na cerimónia de admissão das ações na NYSE Euronext Lisbon, adianta a Lusa.

Em declarações aos jornalistas, António Mexia defendeu que «a operação foi um sucesso», uma vez que «a procura foi mais do dobro do que a oferta e o desconto foi inferior à média ibérica e também europeia».

A Parpública, empresa que gere as participações do Estado, vendeu na passada quinta-feira as últimas ações detidas na EDP, num total de 4,144% do capital social da elétrica, por 2,35 euros por ação, com um encaixe de 356 milhões de euros.

António Mexia desvalorizou o impacto da saída definitiva do Estado da elétrica, considerando que «era essencialmente um acionista financeiro», reafirmando que «nada muda» na elétrica.