Trabalhadores da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), hoje reunidos em plenário, mostraram-se “otimistas e expectantes” quanto ao futuro nesta entidade, após ter sido assinado o acordo que permitiu regular questões laborais.

Os trabalhadores estão otimistas e expectantes por ser uma nova realidade. Muitos destes funcionários trabalham cá há uma vida – 15, 20 anos – e ajudaram também a construir esta empresa”, disse Ana Pires, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Falando à Lusa entre os encontros de trabalhadores realizados no edifício da empresa em Entrecampos – um que aconteceu de manhã e outro que decorre ao final do dia para abranger os diferentes turnos dos funcionários –, a responsável acrescentou que a EMEL “nunca teve uma regulação das suas relações laborais, o que sempre se refletiu muito em matérias de horários de trabalho […] e criava diferenças de funcionamento”.

Vai ser muito positivo ter esta regulação, esta forma de funcionamento igual para todos, com uma carga horária mais baixa, com os descansos semanais regulamentados e com a garantia de uma rotatividade equitativa”, assinalou Ana Pires.

O primeiro acordo da EMEL foi assinado na passada quinta-feira, após 12 anos de negociações, sendo visto como “um momento de grande alegria para todos os trabalhadores e de realização de um objetivo cumprido”, de acordo com Ana Pires.

As negociações iniciaram-se em novembro de 2005, envolvendo o CESP e, posteriormente, o Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE).

Dez anos depois, em 2015, arrancou a segunda fase de negociações, com novas propostas, que terminou agora com a assinatura do acordo.

Entre outras questões, são consagradas as 35 horas de trabalho semanal e novas práticas para organização do tempo de trabalho e para adaptação de subsídios existentes na empresa e promove-se, também, a conciliação entre a vida pessoal e profissional dos trabalhadores e a flexibilidade na organização da empresa, com um modelo de carreiras mais eficiente.

“Estamos agora a entrar numa fase em que a empresa se vai começar a preparar para aplicar as regras do acordo de empresa e é, naturalmente, um período de transição, no qual há dúvidas e questões por esclarecer, por ser uma nova realidade”, daí a realização do plenário, apontou a dirigente do CESP.

A EMEL tem, atualmente, cerca de 500 trabalhadores, distribuídos por três locais da cidade e por áreas como a administrativa e a fiscalização.

O plenário desta manhã contou também com a presença do secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), Arménio Carlos.