Mário Centeno pode estar fora da corrida à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito pelo próprio nas redes sociais e, embora Mário Centeno desista de se apresentar a votos esta sexta-feira, isso não quer dizer que o ministro português desista de ser candidato.

No post colocado no Twitter, onde apresenta a decisão, Centeno afirma querer facilitar um eventual consenso na votação que decorre entre quatro candidatos, mas, no caso de esse consenso não ser atingido, o presidente do Eurogrupo mantém a disponibilidade para ser candidato ao lugar até agora ocupado por Christine Lagarde.

O ministro português das Finanças e presidente do Eurogrupo apela a um “consenso” europeu na mensagem publicada.

Ao encontrar um candidato para dirigir o FMI, como em outras decisões da União Europeia [UE], devemos lutar por uma posição comum. Quero ajudar a encontrar esse consenso e, por isso, não participarei nesta etapa do processo (votação de amanhã)", escreveu Mário Centeno na publicação.

Ainda assim, o governante garante permanecer “disponível para trabalhar em direção a uma solução que seja aceitável para todos”, adianta na mesma publicação, feita em inglês.

Tradicionalmente, o líder do FMI é oriundo de um país europeu. Desde 1946, todos os 11 líderes foram europeus e, desses, cinco eram franceses.

O FMI procura um novo líder desde a saída de Christine Lagarde. A francesa demitiu-se para assumir o comando do Banco Central Europeu.