Paulo Macedo vai mesmo para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), anunciou o Ministério das Finanças em comunicado.

"O Governo decidiu convidar o Dr. Paulo Macedo para CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD), tendo o convite sido aceite", diz o comunicado do ministério liderado por Mário Centeno.

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Escolha de Macedo agrada à direita

A oposição já reagiu à escolha do último ministro da Saúde do Governo PSD/CDS-PP para liderar o banco público. O PSD "respeita a escolha", ressalvando, no entanto que as "trapalhadas", até aqui, "foram uma questão de escolhas e más decisões do Governo".

Já o CDS-PP defende que Paulo Macedo "tem condições para normalizar" a Caixa. "Assim lhe sejam dadas", disse o líder parlamentar dos centristas, Nuno Magalhães, num recado para o Governo.

Restante equipa

O comunicado das Finanças diz que, para chairman, isto é, presidente do conselho de administração, "foi convidado o Dr. Emílio Rui Vilar, convite esse que também foi aceite", refere o comunicado, acrescentando que o Executivo "está, em conjunto com o Dr. Paulo Macedo e com o Dr. Emílio Rui Vilar, a trabalhar na definição da composição do restante conselho de administração".

Segundo a imprensa, Paulo Macedo deverá levar consigo, para administrador executivo da CGD, José João Guilherme, antigo administrador do BCP e do Novo Banco, que se junta a Tiago Ravara Marques, João Tudela Martins e Pedro Leitão, todos da equipa de António Domingues e que poderão ficar, uma vez que, até agora, não renunciaram aos cargos.

Sem funções executivas, deverá ficar também Esmeralda Dourado, antiga presidente do Interbanco, que tinha sido, inicialmente proposta para administração.

 

Redação / (Atualizada às 17:05) ALM/PGM/VC