Mais de 1000 empresas decidiram unir-se e pedir ao Governo uma solução para as dívidas em atraso. Queixam-se de estrangulamento financeiro e querem uma solução já no próximo Orçamento do Estado.

O problema arrasta-se desde 2015 e, desde essa altura, as dívidas da Administração Central cresceram 45%.

De um total de quase 900 milhões de euros em atraso, em setembro,  700 milhões são dívidas do Estado central, sobretudo no setor da saúde.

A iniciativa é promovida pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e pela Associação Cristã de Empresários e Gestores, num total de 1.200 empresas.

Hoje há menos empresas a pagar dentro do prazo acordado, do que no período da troika. Apenas 14% em 2019 contra 16,5% em 2012.

Sendo que as grandes empresas, são as piores pagadoras. Cerca de 95% não pagam a tempo e horas.

Para quebrar o ciclo, as mais de 1200 empresas querem que o Estado pague, de forma urgente, as dívidas a fornecedores com mais de 90 dias.

Que, de acordo com dados mais recentes da Direção Geral do Orçamento, já ascende a quase 1000 milhões de euros.