O sindicato nacional dos engenheiros defendeu esta sexta-feira que a intervenção do Estado na TAP é a “única solução benéfica” para o país e para os trabalhadores, congratulando o Governo pelo compromisso de encontrar uma equipa de gestão competente.

A intervenção do Estado na TAP seria, seguramente, a única solução benéfica para o país e os trabalhadores, dado o impacto que a TAP tem na economia portuguesa, não só de forma direta, através de impostos e contribuições que são pagas, mas também de forma indireta, através de muitas outras empresas que desenvolvem grande parte da sua atividade em parceria com o Grupo TAP”, considerou, em comunicado, o Sindicato Nacional dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitetos (SNEET).

Por outro lado, conforme acrescentou a estrutura sindical, o turismo, que tem “um papel fundamental na economia”, também está “altamente dependente” da transportadora aérea portuguesa.

De acordo com o sindicato, as prioridades, a curto prazo, devem ser a retoma gradual da operação da TAP e a proteção dos postos de trabalho.

O SNEET saudou ainda a “preocupação” do Estado “e o seu compromisso” para que seja encontrada uma “equipa de gestão qualificada e competente”, o que defendeu ser “essencial” para que a companhia seja sustentável, competitiva e inovadora.

Governo anunciou na quinta-feira que chegou a acordo com os acionistas privados da TAP, ficando com 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros, com a aquisição da participação (de 22,5%) até agora detida por David Neeleman. O empresário Humberto Pedrosa detém 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%.

A Comissão Europeia aprovou em 10 de junho um “auxílio de emergência português” à companhia aérea TAP, um apoio estatal de até 1.200 milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, referiu na quinta-feira que o presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, vai ser substituído “de imediato”, sem revelar quem lhe sucede.

Pedro Nuno Santos disse também que o Governo vai contratar uma empresa para procurar no mercado internacional uma equipa de gestão qualificada para a TAP.

/ AG