O Sindicato dos Trabalhadores das Atividades Financeiras (SINTAF) pediu, esta quinta-feira, a intervenção do Ministério do Trabalho para impedir a dispensa de 18 trabalhadores do grupo Novo Banco, devido a externalização dos serviços de recuperação de crédito.

O pedido de intervenção da Direção Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT) foi feito após a realização de uma reunião entre a administração do Novo Banco, o secretário-geral da CGTP e a direção do SINTAF, na qual foi discutida a situação dos 18 trabalhadores a quem foi proposta rescisão contratual.

O Novo Banco reafirmou o seu objetivo de entregar este serviço a uma empresa externa, em regime de 'outsourcing', o que implica a dispensa dos trabalhadores. Nós defendemos que o serviço pode e deve continuar a ser assegurado por estes trabalhadores, até porque é uma área rentável", disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, à agência Lusa.

Segundo o sindicalista, o SINTAF vai também pedir reuniões aos grupos parlamentares para pedir a sua intervenção.

Os 17 trabalhadores da empresa GNB, do grupo Novo Banco, e um trabalhador do banco, foram confrontados na segunda-feira com a externalização do serviço e com as propostas de rescisão por acordo, com indemnizações acima do obrigatório por lei, mas optaram por continuar a comparecer no local de trabalho.

O Novo Banco tem responsabilidade legal e moral para evitar este despedimento, até porque recebeu dinheiro que é dos portugueses", considerou Arménio Carlos.

A discussão do assunto vai continuar entre o sindicato e a direção de recursos humanos do banco, estando marcada nova reunião para terça-feira.