O concurso para recrutamento centralizado de mil técnicos superiores, lançado pelo Governo em julho, recebeu um total de 18.245 candidaturas, de acordo com dados preliminares hoje divulgados pelo Ministério das Finanças.

Com este processo de recrutamento para a administração central, o Governo pretende criar uma reserva de recrutamento para a carreira geral de técnico superior em diferentes áreas, nomeadamente, jurídica; económico-financeira; planeamento, controlo e avaliação; relações internacionais e ciência política; e estatística.

Segundo os dados do Ministério das Finanças, entre o total de candidaturas recebidas, houve 6.903 para a área de planeamento, controlo e avaliação, 4.872 para a área económico-financeira e 3.413 para a jurídica.

Nos 15 dias úteis em que o processo de submissão de candidaturas decorreu, e que terminou em 30 de julho, foram ainda entregues 2.272 candidaturas para a área de relações internacionais e ciência política e de 785 para a de estatística.

Durante o mês de agosto decorre a validação das candidaturas, seguindo-se, ao longo dos próximos meses, a notificação aos interessados e a respetiva audiência, assim como a realização das provas de conhecimentos”, refere o Ministério das Finanças em comunicado.

Depois desta fase, em que os requisitos dos vários candidatos serão verificados, os que tiverem aproveitamento serão sujeitos à realização de provas de avaliação psicológica, tendo em vista a constituição da reserva de recrutamento na entidade centralizada (“bolsa”), que vigorará pelo prazo de 24 meses.

Após a conclusão desta fase de criação de uma “bolsa” de recrutamento, o processo avançará para a fase do procedimento de oferta de colocação dos candidatos em posto de trabalho, sendo este canalizados para os serviços identificados e autorizados a recrutar nas áreas colocadas a concurso.

As vagas para cada serviço serão previamente autorizadas por serviço e publicitadas no início desta segunda fase”, precisa o ministério tutelado por Mário Centeno.

Ao longo de cada momento do procedimento, o INA - Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas irá divulgando, no seu ‘site’ e na Bolsa de Emprego Público, informação atualizada.

Com este procedimento o Governo reforça o processo de rejuvenescimento e robustecimento das qualificações na Administração Pública, procurando garantir, atempadamente, a transferência, para novas gerações de trabalhadores, dos conhecimentos dos atuais trabalhadores em funções públicas, ao mesmo tempo que promove o emprego com qualidade e sem precariedade, proporcionando aos mais jovens uma estabilidade profissional que seja motivadora e permita alavancar a qualidade do funcionamento dos serviços públicos, refere o mesmo documento.

/ JFP