O Governo propôs, esta quarta-feira, aos sindicatos aumentos salariais para a Função Pública, para salários até aos 791,91 euros. Uma evolução em relação à última proposta, que ia apenas até aos 693,13 euros. A informação foi avançada aos jornalistas por José Abraão, da FESAP. 

Assim, a proposta do Governo passar por um aumento de 20 euros para o primeiro escalão salarial, até aos 665 euros. Para os restantes escalões, até aos 791,91 euros, os aumentos propostos são de 10 euros. 

O ministério tinha proposto na segunda-feira um aumento de 10 euros para os trabalhadores com salários entre 665 euros e 693,13 euros, passando assim o nível remuneratório seguinte da tabela para os 703,13 euros.

A proposta apresentada hoje passa então a abranger os dois níveis seguintes da Tabela Remuneratória Única (TRU), o que significa que haverá um aumento de 10 euros até aos 791,91 euros.

Segundo explicou José Abraão, com esta nova proposta, o salário da posição 5 da TRU passa de 693,13 para 703,13 euros, a posição seguinte passa de 740,26 euros para 750,26 euros e por último a sétima posição de 791,91 euros para 801,91 euros.

O dirigente da Fesap reconheceu que há “uma valorização” face à proposta inicial, mas acusou o Governo de deixar de fora 550 mil trabalhadores, que ficarão com os salários congelados, uma vez que o aumento abrange 148 mil funcionários, acrescentou.

José Abraão apelou ainda ao Governo para que não mantenha “a posição miserabilista” quanto à base remuneratória fixada nos 665 euros, lembrando que o aumento corresponde a 20 euros e não a 30 euros, como no setor privado.

"Há muitos trabalhadores que se vão reformar com o salário mínimo", lamentou o dirigente da Fesap.

Nesse sentido, a Fesap vai pedir uma reunião suplementar ao ministério e apelar ao primeiro-ministro, António Costa, para um aumento de 30 euros para a base remuneratória, que passaria assim a ser de 675 euros (mais 10 euros face ao salário mínimo nacional).

Diana Catarino / com Lusa